<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796</id><updated>2011-11-27T23:31:44.081-02:00</updated><category term='lei'/><category term='justiça'/><category term='sociedade'/><category term='democracia'/><category term='religião'/><category term='gravidez'/><category term='natureza'/><category term='escola'/><category term='televisão'/><category term='gente famosa'/><category term='viagem'/><category term='ética'/><category term='dica'/><category term='ONGs'/><category term='tecnologia'/><category term='midia'/><category term='blogosfera'/><category term='santas'/><category term='apresentação do Política'/><category term='educação'/><category term='família'/><category term='política cotidiana'/><category term='arte'/><category term='universidade'/><category term='fotografia'/><category term='opressão'/><category term='notícia'/><category term='violência'/><category term='novela'/><category term='vítima'/><category term='critica'/><category term='bruxas'/><category term='comunidade orkut'/><category term='bizarrices'/><category term='sociologia'/><category term='história'/><category term='internet'/><category term='guerra'/><category term='filosofia'/><category term='opinião'/><category term='trabalho'/><category term='solidariedade'/><title type='text'>Política, substantivo feminino.</title><subtitle type='html'>Sociolog = um blog que analisa a sociedade. Como este aqui.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-1712265642088107639</id><published>2010-03-01T19:59:00.001-03:00</published><updated>2010-03-01T19:59:35.808-03:00</updated><title type='text'>Mudança de endereço do blog</title><content type='html'>Querid@s leitor@s,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alguns de vocês já sabem eu escrevia um vários blogs e espalhava minha produção virtual por aí. Resolvi facilitar a minha vida (e a de vocês, talvez) e criar um BLOGÃO com todos os assuntos dos quais eu sempre falei (sexo, política, viagens, cozinha, internet, etc). Sendo assim, convido vocês a conhecerem o&lt;a href="http://www.amulheralternativa.blogspot.com/"&gt; MulheR * AlternAtivA em www.amulheralternativa.blogspot.com .&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, todos os posts deste blog serão migrados para lá e encontrá-los será fácil através das seções e assuntos - então nao se preocupem!!! :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 31 de Março, este blog e alguns outros não existirão mais e tudo ficará no MulheR * AlternAtivA .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejam bem-vind@s!&lt;br /&gt;(Feedback sobre a mudança é muito bem-vindo em mari.moscou@gmail.com)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-1712265642088107639?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/1712265642088107639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/03/mudanca-de-endereco-do-blog.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/1712265642088107639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/1712265642088107639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/03/mudanca-de-endereco-do-blog.html' title='Mudança de endereço do blog'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-3935196562273165529</id><published>2010-01-28T20:25:00.037-02:00</published><updated>2010-01-28T20:39:28.904-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gravidez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viagem'/><title type='text'>Conversas sobre o aborto: Brasil e França</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S2IPECuKdmI/AAAAAAAAAnE/Jwz61as7UN0/s1600-h/DSC04855.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://3.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S2IPECuKdmI/AAAAAAAAAnE/Jwz61as7UN0/s640/DSC04855.JPG" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que peguei o metrô pela primeira vez em Paris, me deparei com este pôster. É uma propaganda do governo da região de Île-de-France (o "estado" onde fica Paris), sobre os serviços/direito de sexualidade, contracepção e aborto. Traduzo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Sexualidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Contracepção&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Aborto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;um direito, minha escolha, nossa liberdade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algum tempo antes de viajar, achei que poderia talvez ter acontecido de uma pílula do dia seguinte não dar certo. Como eu sabia que viria para a França, havia me informado sobre as condições para se abortar aqui. Eu, brasileira, acostumada a ver o aborto tratado como um "escândalo", "tabu", causa de morte, etc. fiquei positivamente surpresa ao descobrir que, &lt;span style="font-size: large;"&gt;na França, para que QUALQUER mulher faça um aborto, independentemente da idade, a única autorização necessária é a da própria mulher.&lt;/span&gt; As francesas são donas de seus próprios corpos. Eu, no Brasil, ainda sou tratada como impotente sobre meu próprio corpo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, eu chegara na França. Sem precisar de aborto pois a pílula (alívio) havia funcionado. Comentei do cartaz com uma amiga francesa que passa por vários deles todos os dias e não os havia sequer notado. Óbvio; pra ela é absolutamente normal. É um direito da mulher, de decidir sobre o próprio corpo, e ponto. Ainda me acrescentou que se o argumento religioso (ex.: "é uma vida", "é assassinato", "Deus não aceita", "não é natural", entre tantos outros) é utilizado na esfera pública por aqui, o utilizador se queima absolutamente. Para os franceses, cada um tem a sua liberdade de fé e religião - mas ela jamais deve se sobrepor às decisões do Estado. É um Estado laico de verdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escola laica foi apontada pela minha amiga como a principal causa da compreensão nacional sobre o que significa o aborto para as mulheres. O direito sobre o próprio corpo. Uma outra amiga, brasileira, ficou igualmente maravilhada ao ver que a propaganda acima não era de uma ONG ou movimento feminista, mas do governo!!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando publiquei esta foto no meu &lt;a href="http://www.mochilaosocialsustentavel.blogspot.com/"&gt;blog de viagem&lt;/a&gt;, comecei a buscar um link em algum dos meus outros blogs que falasse sobre aborto. E vi que não havia nada. Percebi que no final das contas eu não tinha um texto sequer falando sobre aborto - no Brasil, ou em qualquer lugar do mundo. Por isto fiz este post. Precisava registrar esta impressão. Quero que minhas filhas cresçam livres como as francesas e me motivo a cada dia para continuar numa luta - que não é "bolinho" - pela legalização do aborto / Estado laico no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A caminho, prometo um post mais detalhado sobre meus motivos para ser a favor do aborto para quem nunca entrou muito nesta discussão e gostaria de entender melhor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por enquanto, eu fico por aqui, embasbacada com toda essa liberdade que não me pertence.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-3935196562273165529?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/3935196562273165529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/conversas-sobre-o-aborto-brasil-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/3935196562273165529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/3935196562273165529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/conversas-sobre-o-aborto-brasil-e.html' title='Conversas sobre o aborto: Brasil e França'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S2IPECuKdmI/AAAAAAAAAnE/Jwz61as7UN0/s72-c/DSC04855.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-3812195315646077986</id><published>2010-01-14T10:04:00.001-02:00</published><updated>2010-01-14T14:19:05.829-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vítima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blogosfera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>O Haiti definitivamente não é aqui.</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Retirei o texto abaixo do &lt;a href="http://lacitadelle.wordpress.com/"&gt;blog do grupo de pesquisadores da UNICAMP&lt;/a&gt; que está no Haiti. O blog deles traz uma visão muito mais crítica e cheia de análises (afinal, já estavam estudando o Haiti antes da tragédia e, oras, são antropólogos e sociólogos) do que o Jornal Nacional (óbvio) e a Folha de São Paulo (dã). O texto reflete muito do que eu penso sobre esta explosiva exposição do Haiti e os conflitos que se sucedem há décadas, além de criticar sabiamente a inserção do exército brasileiro por lá.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Deliciem-se com o texto. E comentem. Divulguem o blog deles em seus blogs. Leiam. Analisem.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;,Courier,monospace; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;ESTAMOS ABANDONADOS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;por Otávio Calegari Jorge&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;13/01/2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noite de ontem foi a coisa mais extraordinária de minha vida. Deitado do lado de fora da casa onde estamos hospedados, ao som das cantorias religiosas que tomaram lugar nas ruas ao redor e banhado por um estrelado e maravilhoso céu caribenho, imagens iam e vinham. No entanto, não escrevo este pequeno texto para alimentar a avidez sádica de um mundo já farto de imagens de sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que presenciamos ontem no Haiti foi muito mais do que um forte terremoto. Foi a destruição do centro de um país sempre renegado pelo mundo. Foi o resultado de intervenções, massacres e ocupações que sempre tentaram calar a &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;primeira república negra do mundo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Os haitianos pagam diariamente por esta ousadia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que o Brasil e a ONU fizeram em seis anos de ocupação no Haiti? As casas feitas de areia, a falta de hospitais, a falta de escolas, o lixo. &lt;b&gt;Alguns desses problemas foram resolvidos com a presença de milhares de militares de todo mundo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ONU gasta&amp;nbsp; meio bilhão de dólares por ano para fazer do Haiti um teste de guerra. Ontem pela manhã estivemos no BRABATT, o principal Batalhão Brasileiro da Minustah. Quando questionado sobre o interesse militar brasileiro na ocupação haitiana, Coronel Bernardes não titubeou: &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;o Haiti, sem dúvida, serve de laboratório (exatamente, laboratório) para os militares brasileiros conterem as rebeliões nas favelas cariocas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Infelizmente isto é o melhor que podemos fazer a este país.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, dia 13 de janeiro, o povo haitiano está se perguntando mais do que nunca: onde está a Minustah quando precisamos dela?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso responder a esta pergunta: a Minustah está removendo os escombros dos hotéis de luxo onde se hospedavam ricos hóspedes estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Longe de mim ser contra qualquer medida nesse sentido, mesmo porque, por sermos estrangeiros e brancos, também poderíamos necessitar de qualquer apoio que pudesse vir da Minustah.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A realidade, no entanto, já nos mostra o desfecho dessa tragédia – &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;o povo haitiano será o último a ser atendido, e se possível&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. O que vimos pela cidade hoje e o que ouvimos dos haitianos é: estamos abandonados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A polícia haitiana, frágil e pequena, já está cumprindo muito bem seu papel – resguardar supermercados destruídos de uma população pobre e faminta. Como de praxe, &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;colocando a propriedade na frente da humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me incomoda a ânsia por tragédias da mídia brasileira e internacional. Acho louvável a postura de nossa fotógrafa de não sair às ruas de Porto Príncipe para fotografar coisas destruídas e pessoas mortas. Acredito que nenhum de nós gostaria de compartilhar, um pouco que seja, o que passamos ontem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente precisamos de mais uma calamidade para notarmos a existência do Haiti. Para nós, que estamos aqui, a ligação com esse povo e esse país será agora ainda mais difícil de ser quebrada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que todos os que estão acompanhando o desenrolar desta tragédia também se atentem, antes tarde do que nunca, para este pequeno povo nesta pequena metade de ilha que deu a luz a uma criatividade, &lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;uma vontade de viver e uma luta tão invejáveis&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-3812195315646077986?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/3812195315646077986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/o-haiti-definitivamente-nao-e-aqui.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/3812195315646077986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/3812195315646077986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/o-haiti-definitivamente-nao-e-aqui.html' title='O Haiti definitivamente não é aqui.'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-1469513911619149919</id><published>2010-01-09T15:02:00.001-02:00</published><updated>2010-01-09T20:06:10.540-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='midia'/><title type='text'>da liberdade, do direito, do que é humano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta semana as notícias sobre "política" nos jornalhões e mídia de massa &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(coloco entre aspas porque ainda não entendo muito bem o que os editores querem dizer com "política", mas isso fica pra outro post)&lt;/span&gt; finalmente abandonaram o jargão da corrupção e mensalões &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(para outro post também - tenho a teoria conspiratória de que na verdade quem organiza todos estes escândalos é a mídia, para produzir notícia e ter o que falar)&lt;span style="font-size: small;"&gt; dando lugar à nova versão do Plano Nacional de Direitos Humanos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Uma vez que somos um país signatário da Declaração dos Direitos Humanos, membro influente de vários grupos políticos nas Nações Unidas; uma vez que nossos direitos humanos já foram violados durante o século XX em seguidas ditaduras (Lembram que só votamos para presidente há pouco mais de 20 anos?); uma vez que muitos que já foram privados de seus direitos humanos são aqueles que estão justamente no poder; deveríamos comemorar o tal do Plano Nacional de Direitos Humanos. Pelo simples fato de haver vontade política no governo para concretizá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É de se esperar, por outro lado, que a mídia que apoiou as barbaridades de nossas ditaduras durante todo o século XX, beneficiando-se dela - e muito - consiga encontrar uma série de desvantagens em tal feito. [O documentário "Muito Além do Cidadão Kane", da BBC, explica justamente este processo mídiaxpolítica no Brasil, de forma deveras interessante. Se ainda não assistiu, confira uma parte dele abaixo e busque o download completo &lt;a href="http://www.midiaindependente.org/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;object height="364" width="445"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JA9bPyd1RKQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JA9bPyd1RKQ&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b&amp;amp;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="445" height="364"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pois foi justamente isto que se passou esta semana. Os jornais noturnos em rede nacional da Band, Globo E SBT noticiaram o lançamento do plano sob a mesma ótica: como se o Estado fosse novamente ter o controle sobre a vida das pessoas e, o maior crime do mundo, sobre os meios de comunicação. Muita calma, vamos por partes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Questionamento número 1:&lt;/b&gt; qual é o objetivo de existir Estado? Pimba. É justamente controlar a vida dos cidadãos. A ideologia neoliberal propagandeada a todo momento com &lt;a href="http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/etica-na-idade-media-do-capital-ou-ate.html"&gt;sua própria ética e seus próprios valores&lt;/a&gt; faz crer que a função do Estado é meramente administrativa. &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Pessoas mais sensatas hão de concordar que a função do Estado é também regulatória &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;- ou seja, o Estado deveria intervir em questões visando o bem geral. Por exemplo, o Estado deveria regular os preços dos pedágios nas estradas paulistas. Mas isso é só um exemplo bobo de algo que o Estado (especialmente em São Paulo) não faz, ainda mais por ser partidário da idéia neoliberal de que o Estado é meramente admistrador. Ou seja, a reclamação de que o Estado estaria intervindo em questões demais com o Plano Nacional dos Direitos Humanos &lt;b&gt;é uma reclamação neoliberal por excelência&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Questionamento número 2&lt;/b&gt;: qual é o medo da mídia de massa? Sim, porque algum medo tem. O que o Plano propõe é que uma &lt;b&gt;comissão analise os meios de comunicação para garantir que eles não propagarão mensagens que violam os direitos humanos&lt;/b&gt;. A proposta não é um comitê de censura ou um comitê que aprove ou desaprove reportagens. Longe disso. &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Mas a mídia de massa ficou com medo. Porque sabe que diariamente veicula MUITAS mensagens que violam os direitos humanos.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Boris Casoy e todo o rolo dos garis só pra citar um exemplo recente, ainda descontando todos os comentários nazi-fascistas que ele faz durante o jornal da Band. Propagandas de &lt;a href="http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/etica-na-idade-media-do-capital-ou-ate.html"&gt;patrocinadores (os deuses dourados do capital)&lt;/a&gt; que veiculam imagens machistas e até racistas são outro bom exemplo. Enquanto mulher gostaria de ter processado diversas empresas diversas vezes por me sentir degradada com certos tipos de campanha - a mais recente, por exemplo, da "garota do tempo skol". Isto nos leva ao questionamento de número 3.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Questionamento número 3:&lt;/b&gt; qual é o limite da liberdade de expressão? Há leis no Brasil contra o racismo, contra a homofobia e contra a discriminação por sexo (ma-chis-mo), por exemplo. Estas leis estão de acordo com a &lt;a href="http://www.ohchr.org/EN/UDHR/Pages/Language.aspx?LangID=por"&gt;Declaração Universal dos Direitos Humanos&lt;/a&gt;. Assim como o está o Plano Nacional de Direitos Humanos. Assim como está o governo ao assinar tal declaração e propor o plano. Pois bem, &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;o que a mídia de massa está nos dizendo esta semana é que "tudo bem" violar os direitos humanos na comunicação&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Que é mais importante o Estado manter-se fora do cenário do que garantir que tais direitos sejam respeitados na veiculação de mensagens em âmbito nacional. "Liberdade de expressão" não significa dizer toda e qualquer coisa que se deseje indiscriminadamente. Os meios de comunicação estão inseridos numa sociedade (é bom lembrar né) que tem regras, valores, moral, parâmetros, critérios. Muitos deles estabelecidos sim, pelo Estado, outros por outras instituições.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Breve conclusão (food for thought - pra ficar pensando):&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No final das contas o que a grande mídia quer (e o governo Lula bravamente não quer deixar acontecer) é tornar-se o quarto poder novamente. Sem limites, sem regulação do Estado. Não é a primeira vez desde que viramos o século que a mídia faz um pequeno escândalo revogando memórias da censura na ditadura. Como se eles não a tivessem apoiado num primeiro momento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Após publicar este texto achei um outro que dialoga diretamente, em outro blog, muito bacana, especificando as partes do Plano criticadas por cada "setor" - vale a pena conferir!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://dilma13.blogspot.com/2010/01/as-razoes-do-medo-dos-reacionarios.html"&gt;http://dilma13.blogspot.com/2010/01/as-razoes-do-medo-dos-reacionarios.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-1469513911619149919?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/1469513911619149919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/da-liberdade-do-direito-do-que-e-humano.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/1469513911619149919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/1469513911619149919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/da-liberdade-do-direito-do-que-e-humano.html' title='da liberdade, do direito, do que é humano'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-607580793992818328</id><published>2010-01-07T16:38:00.000-02:00</published><updated>2010-01-07T16:38:20.836-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>A Ética na Idade Média do Capital (ou Até o Futebol Esses Bastardos Engoliram)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;parte I: o futebol do capital&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saiu uma notícia ontem nos cadernos de esportes pela internet (e provavelmente em algum jornal impresso também, que acabei não lendo): &lt;a href="http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/01/06/santos-proibe-manifestacoes-religiosas-em-cartilha-para-os-jogadores.jhtm"&gt;os jogadores do Santos Futebol Clube, consagrado pelo Rei Pelé e um dos grandes times do Estado de São Paulo (quiçá do Brasil, mas sou palmeirense e não vou ficar puxando o saco) receberão este ano um manual de conduta&lt;/a&gt;. Manuais de conduta, como vocês devem imaginar, são pequenas publicações impressas com uma série de regras de comportamento a serem seguidas. Praticamete toda empresa tem um manual de conduta ou código de ética que inclui parâmetros para vestimenta, comportamento em ambiente de trabalho, confidencialidade com informações ou uso de materiais, etc. Sendo o time de futebol uma empresa, até aí, está tudo normal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste manual do Santos, segundo a nova diretoria, consta um ponto aparentemente polêmico que mobilizou alguns debates no rádio esta manhã. Os jogadores serão punidos caso utilizem o time para promover idéias religiosas. É claro que fazer um sinal da cruz para consigo mesmo na beira do estádio ou após um gol não será motivo de punição. Mas, por exemplo, exibir uma camisa com dizeres religiosos como "Jesus Te Ama" ou "Obrigado, Senhor!" após um gol, isso sim será motivo para julgamento e punição. Até aí, tudo parece normal também. Como em teoria&amp;nbsp; o Estado é laico (bem em teoria, de outra forma o aborto certamente seria legal - mas isso deixo para outro post), em teoria o capital também é laico e logo seriam as empresas. Nenhuma empresa (a não ser aquelas diretamente associadas a Igrejas) permite que o funcionário se utilize de seu cargo ou do aparelho da empresa para divulgar mensagens religiosas. Parece tudo normal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão que gostaria de observar aqui é a camisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, a camisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A fabulosa, grandiosa, importante e essencial camisa dos times de futebol da contemporaneidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As camisas dos times de futebol são cheias de símbolos de partocinadores (óbvio, ou você acha que o futebol ter se tornado um dos maiores negócios do mundo com salários e orçamentos mi/bilionários justamente acompanhando o desenvolvimento de um capitalismo e empresas que também seguiram esta trilha foi pura coincidência?). Como disse o próprio diretor do Santos para a imprensa, "o patrocinador é quem permite pagarmos o salário do jogador em dia". Inegável. O momento do gol, todos sabem, é justamente aquele em que mais pessoas estarão olhando para o jogador e, &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;se neste momento o jogador troca os símbolos dos patrocinadores pelo símbolo ou mensagem religiosos, o crime está cometido&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A punição não é somente por exibir a mensagem religiosa, mas por trocá-la pelo símbolo do patrocinador que é justamente o que deve aparecer - de preferência mais que o escudo do time inclusive. Segundo a lógica do capital isto é perfeitamente normal. &lt;b&gt;Na Idade Média quem trocasse a mensagem religiosa católica por qualquer outra, pumba, era punido com a fogueira. Na Idade Média do capital, quem trocar a mensagem do partocinador ou do empregador por qualquer outra, pumba, é punido&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas empresas que não são times de futebol, acontece exatemente o mesmo processo. A empresa é quem paga o seu salário. Logo, na admissão, deve-se assinar um termo comprometendo-se com os códigos de ética, vestimenta, conduta. Não cumpri-los pode significar demissão por justa causa (sim, a lei está do lado da empresa - você ainda duvidava?). &lt;b&gt;Neste códigos você também é geralmente proibido de divulgar através da empresa QUALQUER mensagem que não seja a dela mesma&lt;/b&gt;, que afinal de contas, te paga (menos do que o seu trabalho vale, sabemos). Alguma semelhança com a cartilha do Santos? Mera coincidência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;parte II: a ética do capital&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afora os códigos de conduta das empresas (inclua-se aí times de futebol), é possível observar a mesma lógica em uma dezena de outros movimentos comportamentais contemporâneos aqui no Brasil, especialmente em São Paulo, este símbolo magnífico da força deste sistema que conta até com a adesão de seus excluídos. &lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;[não me arriscarei aqui a dizer no mundo todo pois ainda não observei em outros lugares]&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; Escolhi alguns deles para ilustrar para você, car@ leitor/a, como a "ética" (que não é uma coisa só porque muda sempre) enquadra-se numa das principais ferramentas de organização social e permite que olhemos para toda essa insanidade e violência e achemos normal, tranquilo, bom até. &lt;a href="http://pt.shvoong.com/social-sciences/1721852-pierre-bourdieu-conceito-viol%C3%AAncia-simb%C3%B3lica/"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;[Quem quiser saber mais vá atrás do conceito de violência simbólica do Bourdieu que é fenomenal!]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo o lance da tal "ética do capital" se resume a uma máxima quase Calvinista &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_%C3%A9tica_protestante_e_o_esp%C3%ADrito_do_capitalismo"&gt;(veja também Max Weber em "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo")&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Quem paga mais (logo quem tem mais dinheiro e pode pagar mais) tem mais direitos e ponto final.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; Vamos ver como isso ocorre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Exemplo 1: Hopi-Pass do Hopi Hari&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hopi Hari, talvez você possa não saber, é um parque temático (o maior do Brasil se não me engano) que fica em São Paulo, na cidade de Vinhedo entre a capital e Campinas. É bem badalado e, óbio lotado - afinal a &lt;a href="http://www.classemediawayoflife.blogspot.com/"&gt;Classe Média&lt;/a&gt; precisa se divertir em lugares diferentes dos pobres, que só têm acesso ao Playcenter, perto do metrô Barra Funda na capital. Pra chegar ao Hopi-Hari tem que ser de carro ou de ônibus fretado do próprio parque. Por conta de tudo isso, há bastante filas. Normalmente se alguém fura-fila os donos do capital olham feio e acham um absurdo a "falta de ética" do povo. Mas quando você paga a mais e compra um "Hopi Pass" tudo bem!!! Você pode escolher passar na frente de 1, 4 ou até 8 pessoas!!! Não é fantástico? Você simplesmente COMPRA o direito de furar fila e de ser antiético.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Exemplo 2: Rádio na Frequência da Polícia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deu no jornal esses tempos que condomínios de luxo nos estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro tinham uma nova estratégia de segurança, que consistia em pagar para a polícia (pública, supostamente) para que a segurança privada do condomínio privado fale num rádio em frequência direta. Funciona assim: quando rolar um assalto, ao invés da segurança privada ligar 190 e esperar o atendimento normal dado aos cidadãos reles mortais, entra-se em contato com o rádio diretamente e a polícia chega muito mais rápido no local, defendendo honrosamente a família e a propriedade - patrimônios maiores da sociedade. Apesar de contra a lei, que garante igualdade, a medida continua sendo usada e os governantes, figurões e artistas (que se beneficiam desta medida e moram nestes condomínios) a defendem com toda a sua boa moral. Afinal de contas, compraram o direito de "furar a fila". Parece o Hopi Hari? Tô chocada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;concluindo...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na ética do capital, tudo resume-se a &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;QUEM PAGA. QUEM PAGA PODE.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; É basicamente isto que nos dizem o Hopi Hari, a Polícia Militar e a cartilha do Santos. Qum é pago só DEVE. Não importa que você tenha trabalhado para receber (e ainda receba muito menos do que deveria para garantir o lucro de quem te paga), não importa que sem você o time afunde nos campeonatos. &lt;b&gt;Só importa que você deve a vida a quem te paga. A vida e o momento do gol.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-607580793992818328?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/607580793992818328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/etica-na-idade-media-do-capital-ou-ate.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/607580793992818328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/607580793992818328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/etica-na-idade-media-do-capital-ou-ate.html' title='A Ética na Idade Média do Capital (ou Até o Futebol Esses Bastardos Engoliram)'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-3054794362271536964</id><published>2010-01-02T23:10:00.000-02:00</published><updated>2010-01-02T23:10:53.682-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='critica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>Dois Filhos de Francisco e Um dos Filhos de Lindu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lindu, pra quem ainda não sabe ou não assistiu ao filme, é a mãe de nosso presidente Luis Inácio Lula da Silva. Franciso, pra quem não sabe ou não assistiu ao filme, é o nome do pai dos cantores Zezé di Camargo e Luciano. As trajetórias de vida da dupla sertaneja e do político parecem, à primeira vista e pelos cartazes das cinebiografias, ter muito em comum. De fato, a "linha" da história é mais ou menos parecida: gente muito pobre que de alguma forma alcança o sucesso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se olharmos com um pouco mais de profundidade, inclusive e principalmente comparando os respectivos filmes "Lula - O Filho do Brasil" e "Dois Filhos de Francisco" &lt;b&gt;é possível denotar diferenças muito relevantes. &lt;/b&gt;As primeiras trago no título deste breve artigo. No filme sobre a vida e a carreira de Zezé di Camargo e Luciano, a unidade familiar é sustentada pelo pai e os irmãos e a mãe da dupla são meros figurantes (a não ser pelo irmão que fazia a dupla originalmente com Zezé di Camargo). Já no filme sobre a vida de Lula o pai não passa de um personagem secundário que abandona a sua família primeiro por uma outra mulher, depois pela cachaça. Os irmãos de Lula aparecem relativamente mais do que os irmãos da dupla sertaneja e com um pouco mais de importância para o personagem central - fica claro que a vida de Lula muda ao ver seu irmão com sequelas de tortura depois de preso e solto pela polícia durante a ditadura militar. A principal diferença é que a mãe de Lula, dona Lindu, é praticamente outra personagem principal do filme. Lindu, uma mulher, é o Brasil. Muito mais verossímil do que a representação da família em "Dois Filhos de Francisco".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto a ser destacado e comparado para entender essas diferenças é o recorte que se dá à vida dos personagens centrais. Em "&lt;b&gt;Dois Filhos de Francisco"&lt;/b&gt; a sensação é de final feliz hollywoodiano: os dois ricos, fazendo sucesso e dedicando a música aos pais, velhinhos, no palco de um show lotado de fãs que berram seus nomes histéricas porque os acham gatérrimos. Dá-se a entender que o grande objetivo de vida alcançado (e que você, espectador, deve buscar porque se puxa vida até eles conseguiram, você também consegue) consiste em &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;sucesso, fama, dinheiro, beleza&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente que a cena de "grande trunfo e realização" em &lt;b&gt;"Lula - O Filho do Brasil"&lt;/b&gt; é completamente diferente. A cena, também real e documentada, é o discurso de posse presidencial quando Lula dedicou a conquista política a sua mãe, Lindu (aí está ela novamente). O presidente está no carro ao lado de sua segunda mulher e segundo amor de sua vida (segundo entendemos pelo filme), que participou ativamente dos movimentos do ABC junto ao marido, cercado de apoiadores e militantes de todas as partes do Brasil que o admiram por sua história e por suas ações. Estão lá porque acreditam nele. Gritam seu nome pois é uma vitória de todos. O diploma de presidente é exibido, em comparação ao diploma de ensino técnico do Senai que aparece em uma das mais belas cenas do filme, quando dona Lindu (de novo) assiste à colação de grau do filho em lágrimas. Ao invés de sucesso, fama, dinheiro, beleza, vemos &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;conquista, família, amor&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme sobre a vida de Lula não dá a sensação de final feliz ao terminar, mas a sensação de que a história continua. Talvez porque não seja um filme sobre o Lula e muito menos um filme eleitoreiro (discordem se quiser, argumentarei o quanto for necessário para sustentar esta opinião). É um filme, sim, sobre o Brasil. Um Brasil que consegue superar um século de mais de sessenta anos de ditaduras ao eleger um presidente que cavou sua popularidade direto da fonte, por sua luta histórica ao lado dos trabalhadores, pela legitimidade que se confere nessa luta quando o líder sabe muito bem o que a população em massa vive. &lt;b&gt;Um Brasil que é representado não pelo presidente, mas pela mulher que sai de Pernambuco com seus muitos filhos que não se conta no filme, num pau-de-arara, que vê crianças morrendo no caminho, que encara a mulher com quem o marido a traiu, que não atura violência por parte do marido e sai em busca de uma vida melhor e oportunidades para os filhos na metrópole, que recusa-se a dar o filho para adoção, que trabalha, que apóia o filho quando ele perde a mulher, o filho, um de seus dedos da mão. Que fortalece o filho durante toda a sua trajetória de vida.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isto "Lula - O Filho do Brasil" não é um filme eleitoreiro. A trajetória de Lula é contada de forma a se perceber de onde veio sua formação política, suas idéias, sua gana de trabalhar para defender os interesses dos trabalhadores. Não há menção ao partido, não há menção às campanhas, exceto por uma frase dizendo que ele foi candidato por três vezes antes de conseguir ser eleito. Assim, sem dizer nomes, datas, partidos, nada. O Lula que se vê ali não é o Lula do comercial do PT em horário nobre, falando ao lado de Dilma Roussef e apresentando-a à população telespectadora. Não é o homem do ano do "Le Monde", do "El País" e de tantos jornais estrangeiros. Não é o presidente de maior popularidade já eleito democraticamente no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Lula do filme é o filho de dona Lindu da Silva, brasileira, pernambucana, viúva, retirante, trabalhadora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-3054794362271536964?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/3054794362271536964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/dois-filhos-de-francisco-e-um-dos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/3054794362271536964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/3054794362271536964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2010/01/dois-filhos-de-francisco-e-um-dos.html' title='Dois Filhos de Francisco e Um dos Filhos de Lindu'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-3123889996287311797</id><published>2009-12-04T01:36:00.002-02:00</published><updated>2009-12-04T01:36:54.038-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vítima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>enchente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda culpa é política. A culpa do temporal de hoje em São Paulo não foi o acaso do clima ou São Pedro ou a dança da chuva. A culpa foi, sim, do senhor Gilberto Kassab, prefeito nazifascista direitoso. E apresento aqui provas irrefutáveis deste fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Prova nº1: TRANSPORTE E MUDANÇA CLIMÁTICA&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Sabe-se que tipo de governo se tem e para quem as ações são direcionadas principalmente quando observamos as escolhas e não-escolhas feitas pelo prefeito e seus secretários. Não vou aqui nem comentar os seguidos casos de corrupção, falcatruas e etc. denunciados pela mídia nas ultimas semanas (e que mesmo assim nunca vincula os fatos ao nome do prefeito, como faria de a prefeita fosse a Marta Suplicy ou a Luiza Erundina). O fato é que as escolhas sobre transporte desde a meia-gestão-eleitoreira do Serra são ridículas. Pensar que obra na marginal resolve trânsito é tão... anos 90. É tão estúpido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oras, a única coisa que resolve trânsito é menos carro. E pra ter menos carro a solução não é rodízio, mas sim oferecer opções viáveis e rápidas de transporte público (o que não é o caso quando o prefeito Kassab retira ônibus das linhas enchendo cada carro e aumentando o tempo de espera).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este prefeito fez obviamente todas as escolhas erradas quando se pensa em sustentabilidade em todos os aspectos da vida da cidade: obra na marginal, rodízio, possibilidade de pedágio urbano, ciclovias que são só pra lazer e nenhum ciclovia pra transporte de verdade, menos ônibus em cada linha, processo mais burocrático pra ter bilhete único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me admira que o clima esteja cada vez mais louco em São Paulo (assim como o trânsito) e que estes temporais sejam cada vez menos previsíveis e mais absurdos de acordo com a época do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Prova nº2: PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa cidade que costuma ter muita chuva; onde o planejamento urbano simplesmente não existe; onde o sistema de esgotos e escoamento já é piada há tempos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #990000;"&gt;Alguém consegue pensar numa idéia PIOR do que cortar a verba da LIMPEZA URBANA?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Resultado: hoje, ao voltar para casa, atravessando bairros nobres e grandes avenidas riquésimas da cidade, atropelei uns cinco sacos de lixo no meio do caminho. Sem contar o que estava espalhado pelas ruas, nos cantos, esquinas... Caminhão de lixo que é bom... nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi mais uma decisão estúpida do prefeito. (sem contar aquela de diminuir vagas nas creches, que nem se fala) &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Conclusão:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você, como eu, estava em algum lugar da cidade durante e depois do temporal, e ficou indignado ao atravessar de carro, de bike, a pé ou de busão verdadeiros lagos e rios nos mais diversos bairros e lugares que normalmente não alagam e que têm um mínimo de escoamento de água,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;esqueça São Pedro, Deus ou a previsão do tempo e &lt;span style="font-size: large;"&gt;pense melhor em quem votar nas próximas eleições&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-3123889996287311797?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/3123889996287311797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/12/enchente.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/3123889996287311797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/3123889996287311797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/12/enchente.html' title='enchente'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-5157090563822637013</id><published>2009-11-08T12:28:00.000-02:00</published><updated>2009-11-08T12:28:52.118-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vítima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bruxas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>AS FOGUEIRAS E AS BRUXAS</title><content type='html'>Lembram-se de algum dia terem visto em alguma aula de história alguma coisa sobre Inquisição? Mulheres sendo queimadas a rodo sob acusações de bruxaria por toda a Europa. Faz um tempão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruxaria, vamos combinar, é uma acusação um tanto vaga. Como é que se prova que alguém é bruxa? Daí desdobrou-se que toda e qualquer mulher com qualquer atitude que fosse contra o que é esperado para uma mulher - pimba! - era bruxa. Sedutora = Bruxa. Feia = Bruxa. Inteligente = Bruxa. Independente = Bruxa. E por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito comum acharmos que este tipo de mentalidade acabou há muito tempo - afinal, faz uma tempasso que a Inquisição oficialmente não existe. Mas quem acompanhou a história da estudante da Uniban que foi ameaçada de estupro em São Paulo, pode facilmente perceber que infelizmente esta mentalidade persiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desdobramentos do caso foram ainda mais chocantes. Com toda a mídia pela primeira vez na história adotando um ponto de vista sensato, de que os culpados da história eram 1) os estudantes que ameaçaram estuprá-la (ou alguém esqueceu que estupro é crime, punível com severidade no Brasil?) e 2) os outros estudantes que fizeram aquele fuzuê selvagem no melhor estilo Talibã. Mesmo assim, qual foi a atitude da Universidade Bandeirantes? PUNIR A GAROTA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me explica: isso faz algum sentido? Em que sociedade isto faz algum sentido? Na que eu habito é que não é - prova disto é a mídia novamente descendo o pau na Uniban. E estão certíssimos. Que a Uniban sempre foi uma universidade incompetente e fábrica de diplomas, todos sabemos. Mas chegar a este ponto? Literalmente, a gota d'água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com muita razão Sônia, da SOF (Sempreviva Organização Feminista) que é uma organização hipercompetente e ativa no movimento de mulheres no Brasil, disse: "É preciso trabalhar prevenindo a violência. O contrário do que a universidade está fazendo. A aluna deveria ser acolhida, e os alunos, educados." &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u649289.shtml"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;[clique aqui para ler a reportagem completa]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se vocês já assistiram Persépolis, sobre as mudanças na sociedade iraniana, contadas pela &lt;a href="http://www.ahistoriadasmulheres.blogspot.com/"&gt;Marjane Satrapi&lt;/a&gt;, uma mulher fantástica e quadrinista, podem entender a que ponto atitudes como esta podem levar. A estudante da Uniban foi, literalmente, queimada. Numa fogueira ao estilo Inquisição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em que século queremos viver? &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-5157090563822637013?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/5157090563822637013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/11/as-fogueiras-e-as-bruxas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/5157090563822637013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/5157090563822637013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/11/as-fogueiras-e-as-bruxas.html' title='AS FOGUEIRAS E AS BRUXAS'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-232567089644427134</id><published>2009-10-11T12:07:00.000-03:00</published><updated>2009-10-11T12:07:17.449-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vítima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='trabalho'/><title type='text'>Estamos mais acostumadas ao bullying do que os homens?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma reportagem no jornal hoje me chamou a atenção, mas não imediatamente pela questão da desigualdade de gênero - o assunto era &lt;b&gt;bullying no ambiente de trabalho&lt;/b&gt;. &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2009/10/03/bullying-no-ambiente-de-trabalho-e-disturbios-no-sono/"&gt;[leia a matéria aqui!]&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bullying é uma "pegação no pé" excessiva por parte de alguém, que inibe e desconforta outra pessoa. No bullying sempre há uma relação de poder entre o bully (que pratica o bullying) e o bullied (que sofre o bullying). Chama-se bullying tanto a violência física quanto psicológica. Bullying não tem hora ou lugar específicos pra acontecer - escolas, família, ambiente de trabalho... entre adultos, adolescentes, crianças... Acontece de muitas formas. Na escola por exemplo, sabe-se que é muito frequente o bullying de professores com alunos.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying"&gt; &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;[veja mais sobre bullying!]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A matéria estava interessante e, de repente, me deparo com um trecho que captou minha atenção:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;b&gt;Nos homens que foram vítimas de &lt;em&gt;bullying&lt;/em&gt;,&lt;/b&gt; &lt;b&gt;os distúrbios do sono foram&lt;/b&gt; &lt;b&gt;220% maiores&lt;/b&gt; nos indivíduos que presenciaram tal atitude* e &lt;b&gt;240%&lt;/b&gt; naqueles que sofreram tais ataques. &lt;b&gt;Entre as mulheres &lt;/b&gt;os números também são assustadores. &lt;b&gt;Os aumentos de distúrbios foram da ordem de 170%&lt;/b&gt; nas que presenciaram * e quase &lt;b&gt;190%&lt;/b&gt; nas mulheres que sofreram &lt;em&gt;bullying&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;[*importante: fala-se aqui em números dos que "presenciaram" como vítimas pois muitas vítimas não assumem ou não reconhecem. Estes número normalmente incluem também os bullies, que praticam o bullying - o que também tem um efeito violento sobre a pessoa] &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quer dizer: quando os homens sofrem bullying, os distúrbios no sono (que podem servir como um medidor do impacto psicológico da ação do bullying sobre o indivíduo) aumentam 240%. Q&lt;b&gt;uando são as mulheres, aumentam somente 190% - um número deveras alto mas ainda assim 50 pontos percentuais a menos em relação aos homens.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E veio a pergunta:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por quê, aparentemente, os homens se incomodam mais com o bullying do que as mulheres?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E em seguida uma possível resposta:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Historicamente, fomos submetidas a diversos tipos de bullying - violências físicas e psicológicas: dentro de casa, no trabalho, na televisão, nos jornais, nas nossas profissões, nos relacionamentos, na própria exclusão das mulheres de várias esferas sociais e direitos (que, sim, acontece até hoje em muuuuitos lugares). É quase como se estivéssemos calejadas, mas não tanto a ponto de que isso não tenha impacto psicológico, claro. É uma ultraviolência de qualquer forma. &lt;b&gt;Fomos histricamente submetidas a um lugar social de humilhação, de inferioridade em muitos aspectos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Já os homens, ao contrário, foram historicamente colocados numa posição de superioridade, de liderança, de excelência &lt;/b&gt;- e estes parâmetros inclusive mantém uma relação muito estreita com o próprio desenho do gênero masculino, com a &lt;b&gt;masculinidade.&lt;/b&gt; O que significa "ser homem", ou ainda "macho" como dirão os mais trogloditas? É isso: superioridade, liderança, excelência, poder. E&lt;b&gt; quando se sofre bullying, perde-se de uma vez só todas estas características. &lt;/b&gt;Fica-se vulnerável, inferior, humilhado, características essas consideradas, pasmem, por muito tempo como &lt;b&gt;"femininas&lt;/b&gt;".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No fim das contas, para alguém que tem uma mínima noção das história dos gêneros e das relações de gênero na nossa querida sociedade ocidental capitalista, os resultados da pesquisa são totalmente previsíveis e explicáveis. Mas deixo ainda uma última pergunta para reflexão:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por que não se faz uma pesquisa sobre o aumento nos distúrbios do sono em casais envolvidos com violência doméstica? Por que ESSE tipo de violência não é considerado um bullying, quiçá dos mais violentos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-232567089644427134?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/232567089644427134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/10/estamos-mais-acostumadas-ao-bullying-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/232567089644427134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/232567089644427134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/10/estamos-mais-acostumadas-ao-bullying-do.html' title='Estamos mais acostumadas ao bullying do que os homens?'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-6726280985436193791</id><published>2009-09-24T12:11:00.000-03:00</published><updated>2009-09-24T12:11:55.857-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarrices'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tecnologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Mais vale um adolescente que digita SMS do que...</title><content type='html'>Gente, o mundo realmente precisa de mudança tipo URGENTE.&lt;br /&gt;E não é só pelo frio absurdo em Setembro e pelas questões climáticas não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana um estudante do Rio ganhou nada mais nada menos do que R$10 MIL por...&lt;br /&gt;a) colaborar com sua comunidade em um projeto inovador&lt;br /&gt;b) criar uma bela obra de arte&lt;br /&gt;c) fazer um trabalho acadêmico que revolucionará a ciência&lt;br /&gt;d) digitar SMS muito rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u628387.shtml"&gt;ver Folha - Informática para mais detalhes&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente. A habilidade de digitar SMS rápido hoje, no Brasil, vale R$10 MIL.&lt;br /&gt;A habilidade de colaborar com sua comunidade e mudar o mundo para melhor,&lt;br /&gt;ou a habilidade de criar arte de qualidade,&lt;br /&gt;ou a habilidade de contribuir intelectualmente para um futuro melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso vale R$10 MIL a julgar pela quantidade e qualidade de bolsas, prêmios, editais, financiamentos, etc. que são destinados ao estímulo a estes outros tipo de habilidade, a meu ver "levemente" mais significantes pra humanidade do que digitar SMS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-6726280985436193791?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/6726280985436193791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/09/mais-vale-um-adolescente-que-digita-sms.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/6726280985436193791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/6726280985436193791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/09/mais-vale-um-adolescente-que-digita-sms.html' title='Mais vale um adolescente que digita SMS do que...'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-6919015790840735072</id><published>2009-07-17T12:57:00.002-03:00</published><updated>2009-07-17T13:04:52.551-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente famosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bizarrices'/><title type='text'>Bonecas infláveis para cachorro. Mas não pra cachorra.</title><content type='html'>Li outro dia no &lt;a href="www.folhaonline.com.br"&gt;jornal&lt;/a&gt;, nessas seções de baboseiras - e que acabam não sendo tão baboseiras assim - que inventaram uma "cachorra inflável" para, segundo o jornal, "aliviar o seu cãozinho". Até aí, tudo bem. Deixa o cãozinho feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a questão vai além: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por que é que não inventaram um "cachorro inflável" para "aliviar a sua cadelinha"?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, é verdade, na nossa sociedade acreditamos que as fêmeas não sentem necessidade do ato sexual (em todas as espécies), só o fazem por obrigação ou por "necessidade" de procriar... Ignoramos os gritos e comportamentos de cio nos animais, por exemplo, e xingamos aquelas da nossa espécie que não têm problema algum em admitir que, sim, são seres vivos saudáveis que gostam de sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou lançar a campanha já: tecnologia de bonecos infláveis humanos e caninos já!&lt;br /&gt;(Por que pelo menos não iríamos ficar com aquela expectativa ridícula e ilusória de receber um gesto de consideração e carinho no dia seguinte. O que é até mais provável vindo de um boneco doq ue de certos homens...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-6919015790840735072?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/6919015790840735072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/07/bonecas-inflaveis-para-cachorro-mas-nao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/6919015790840735072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/6919015790840735072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/07/bonecas-inflaveis-para-cachorro-mas-nao.html' title='Bonecas infláveis para cachorro. Mas não pra cachorra.'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-5691354675725377389</id><published>2009-07-14T23:40:00.002-03:00</published><updated>2009-07-14T23:47:49.487-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='gente famosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Cadeia por não pagar pensão, Romário, que feio!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Romário parou de pagar a pensão alimentícias dos filhos e... foi pra cadeia! &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u595055.shtml"&gt;[http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u595055.shtml] &lt;/a&gt;Vitória histórica, pois todas sabemos de experiência própria (inclusive eu mesma) que os homens pensam que é só pegar as roupas (quando pegam), ir embora e a paternidade vira algo mais agradável, só de fim-de-semana quando muito. Estou falando num geral, claro. Não se ofendam, leitores. E não é nada pessoal, mas em nossa cultura nós, homens e mulheres, criamos os meninos pra conceberem a idéia de que a responsabilidade sobre a família não é deles. Isto sim é fato geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;E lá foi Romário pra cadeia. Vamos ver o que vai se seguir daí, não é? Afinal, na hora que a justiça aperta, sempre rola aquele discursinho lindo de que "sua bruxa, mas ele é o pai dos teus filhos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discursinho ao qual eu mesma responderia, depois de ver minha mãe arcando com praticamente TODOS os custos da família enquanto meu pai só arcava com os custos da nova família dele (e minimamente dava uma coisa aqui outra acolá, mas sempre reclamando que estava sem dinheiro):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Grande M*r*a!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher agora engravidou e decidiu formar família sozinha, pra ter de arcar com as consequencias (inclusive fnanceiras) disso sozinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem nisso. Como é que vocês dividem os papéis de homens e mulheres na sua família?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-5691354675725377389?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/5691354675725377389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/07/cadeia-por-nao-pagar-pensao-romario-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/5691354675725377389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/5691354675725377389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/07/cadeia-por-nao-pagar-pensao-romario-que.html' title='Cadeia por não pagar pensão, Romário, que feio!'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-6686547484449726843</id><published>2009-06-08T21:07:00.002-03:00</published><updated>2009-06-08T21:08:01.904-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ONGs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blogosfera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Ohana, Peace Child e Feira Preta convidam:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Organizações convidam mulheres e homens a debater desigualdade de gênero no Brasil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como combater a desigualdade de gênero no Brasil? Por meio desta provocação, as  organizações Ohana &amp;amp; Peace Child International convidam mulheres - e também homens - a  debater soluções práticas de empoderamento das mulheres em nosso país. Os workshops fazem parte de um projeto de gênero realizado em mais de 10 países, representado no Brasil pela Ohana, que tem como objetivo final a publicação de um manual de como promover a autonomia das mulheres na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O próximo encontro, organizado em parceria com a Feira Cultural Preta, será no dia 10 de junho (quarta-feira), às 20h30, no Ekoa Café, e terá o tema "Aos homens, empresas. Às mulheres... cooperativas?"&lt;/span&gt; e debaterá a relação das mulheres com o empreendedorismo. Até que ponto ser mulher influencia, ajuda, atrapalha o caminho das empreendedoras? De que forma isso acontece? Por que as cooperativas ainda são um espaço mais explorado pelas mulheres? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Para inspirar a conversa, a convidada Adriana Barbosa contará um pouco de sua história e do nascimento da Feira Cultural Preta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no dia 17 (também quarta-feira), no mesmo horário, as participantes discutirão sobre moda. Quem decide o que vestimos? Temos realmente liberdade de escolha ou vivemos um novo tipo de ditadura? No encontro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Moda das mulheres ou moda para mulheres?"&lt;/span&gt; todas poderão colocar seus pontos de vista e refletir sobre os padrões estéticos criados para o sexo feminino. As duas conversas acontecerão no Ekoa Café (à Rua Fradique Coutinho, 914, Vila Madalena - São Paulo), uma empresa social parceira da Ohana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Quem são “Peace Child International” e “Ohana”? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peace Child International (www.peacechild.org) é uma organização que trabalha em parceria com a ONU, outras organizações e governos em programas que têm como objetivo alavancar o desenvolvimento liderado por jovens (youth-led development). Ohana (www.ohanapci.blogspot.com) é uma organização parceira da Peace Child International que a representa no Brasil. Tanto a Ohana quanto a Peace Child baseiam-se nos mesmo princípios e atuam em diversas frentes: comunicação, meio ambiente, gênero, educação, arte, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O que é o Gender Project? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gender Project é um projeto da Peace Child International que conta com equipes em mais de 10 países parceiros – entre eles, o Brasil - com a Ohana. O objetivo final do projeto é construir uma publicação para governos e sociedade civil sobre como promover a autonomia das mulheres na sociedade (objetivo do milênio no 3 da ONU). Como toda publicação Peace Child, o seu conteúdo deve vir de jovens, ser escrito por jovens e organizado por jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, o Gender conta com três fases: a primeira foi uma pesquisa e apresentação de um relatório com seis estudos de caso que ajudassem na compreensão do problema e das soluções possíveis. A segunda, na qual estamos agora, é a realização de workshops que promovam a discussão sobre o tema entre jovens e que possibilitem que estes expressem suas experiências dando a elas este novo enfoque. A última, posterior aos workshops, consiste em redigir todo o conhecimento coletado por todas equipes ao redor do globo para fazer a publicação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-6686547484449726843?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/6686547484449726843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/06/ohana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/6686547484449726843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/6686547484449726843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/06/ohana.html' title='Ohana, Peace Child e Feira Preta convidam:'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-7927913240030029653</id><published>2009-03-14T14:56:00.003-03:00</published><updated>2009-03-14T15:10:12.337-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='novela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><title type='text'>Novela: o aborto no horário nobre.</title><content type='html'>Bombástico. Vamos ver como as coisas se desenrolam. E para os preconceituosos com a televisão de péssima qualidade nacional, que leiam a Esther Hamburguer (Brasil Antenado: A sociedade da novela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem à noite, durante a novela das "oito" Caminho das Índias, a personagem Duda (Tania Khalill) que descobriu uma gravidez indesejada, ponderava: ter ou não ter? Ficara grávida de seu ex-namorado, com quem não tem perspectivas de reatar. Indagava-se se teria estrutura para criar o filho sozinha. E depois questionava se no final das contas não teria que criar seus filhos futuramente sozinha, caso não achasse nenhum homem digno de ser pai de seus filhos anyway. Enfim. Tava lá a Duda, refletindo: mas e se chegar na idade limite e eu não tiver tido, não vou me arrepender? Essas questões que imagino fazerem parte do cotidiano das mulheres mesmo quando não temos sinal nenhum de que estamos ou ficaremos grávidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra cena, depois, sentada num café ou restaurante com Vera Fischer (sei lá qual o nome da personagem dela, são todas meio iguais) ela anunciava sua decisão:&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; fará um aborto&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei lá, olhando para o resto da novela mas com a cabeça encucada em outro lugar. Caramba! Será que pela primeira vez na história uma personagem branca, de classe média, que não é vilã nem prostituta nem adolescente, fará um aborto voluntário &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;simplesmente porque não deseja&lt;/span&gt; ter filhos ainda? Avanço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, não sei o que vai acontecer a partir de agora; pode ser que ela mude de idéia, que não de certo, etc... Ou pode ser que a Glória Perez resolva abordar todas as complicações deste processo neste contexto e criticar a criminalização do aborto. Fascinante, não é? Agora é que vou assistir essa joça pra ver no que vai dar. Preciso saber se isso é um sinal de que estamos progredindo ou retrocedendo. Preciso dessa esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem mais: vocês notaram como cada vez mais as mulheres são retratadas como seres humanos mais fortes do que os homens nesta novela? Por exemplo, o Tarso (Bruno Gagliasso) lá é superoprimidão e não consegue fazer nada. A namorada (Marjorie Estiano) e a irmã (Maria Maia) enfrentam os seus respectivos opressores e ainda dão lições no rapaz. O próprio casal principal desta vez vem com um lapso de realidade: o homem abandona os planos românticos porque sua carreira é mais importante que a mulher. A mulher fica meio boba atrás, mas depois decide tacar o f*da-se e casar com o outro lá. É, mais ou menos... até ela saber que está grávida. Aí rola aquela coisa clássica de achar que ele vai voltar se souber que terá um filho. enfim, enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco a pouco a opinião geral deve aflorar destes assuntos. E me parece que a Glória Perez resolveu ler um pouco mais de Isabel Allende e Virginia Woolf. Se for, que bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-7927913240030029653?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/7927913240030029653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/03/novela-o-aborto-no-horario-nobre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/7927913240030029653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/7927913240030029653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/03/novela-o-aborto-no-horario-nobre.html' title='Novela: o aborto no horário nobre.'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-2694730825715584590</id><published>2009-03-07T14:06:00.002-03:00</published><updated>2009-03-07T14:14:07.728-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>A Educação e o Medo</title><content type='html'>Tá legal, eu sei que amanhã é 8 de Março. Mas preciso escrever este outro post, ok? Here we go!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém aí do outro lado da tela já assistiu uma aula ou deu uma aula com recursos tecnológicos banacas? Não, eu não tô falando de Power Point, né, povo! Hoje em dia existem softwares, lousas eletrônicas, microscópios e um tantão e outros recursos bacanas que os professores e escolas podem adotar como parte de sua metodologia. E não adotam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, mas isso deve ser caríssimo!&lt;br /&gt;Ledo engano. Uma lousa digital hoje sai por mais ou menos dois mil reais. Vamos combinar que em muitas escolas e faculdades dois mil reais é UMA mensalidade de UM aluno né? E, mesmo nessas, não há em traço de qualquer coisa que ultrapasse um projetor (quando tem) e o velho power point que já conhecemos (e que nos proporciona enorme sono durante a aula, não é mesmo?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está segurando o desenvolvimento da educação neste campo específico é também um velho conhecido do ser humano: o medo. Medo de mudança. Teríamos que aprender a usar estes recursos, teríamos que ser treinados novamente, teríamos que prestar mais atenção aos alunos... Preguiça né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, os grandes, as diretorias e coordenações das mesmas escolas e faculdades. E também com medo de mudar! Porque, se mudarem, sabem que vão ter que trocar metade dos professores por professores que estejam up-to-date com a nova metodologia. Dá trabalho achar gente competente, aida mais numa profissão tão desvalorizada assim como é no Brasil a de professor. Muito trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All in all, desabafo aqui minha grande decepção com todos aqueles que pensam que as coisas são como são e ponto. É por isso que em grande parte elas continuam assim sendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-2694730825715584590?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/2694730825715584590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/03/educacao-e-o-medo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/2694730825715584590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/2694730825715584590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/03/educacao-e-o-medo.html' title='A Educação e o Medo'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-1166722543707312284</id><published>2009-02-21T12:18:00.004-03:00</published><updated>2009-02-21T12:28:23.855-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opressão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Diversão? [Rapelay]</title><content type='html'>Não sei se vocês têm acompanhado a saga do jogo "Rapelay" (o nome é um ridículo trocadilho entre as palavras rape, estupro em inglês, e play, de jogar, brincar, reproduzir). No blog &lt;a href="http://updateordie.com/updates/games/2009/02/um-game-que-simula-estupros-e-abortos-%E2%80%93-e-ninguem-faz-nada/"&gt;"Update or die", há um post bem interessante com maiores explicações.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma o lance é o seguinte: é um jogo no qual o jogador tem de perseguir mulheres, estuprá-las o mais violentamente possível e depois forçá-las a abortarem. Alguém acha graça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é; mas a discussão deste tema é bem delicada. Muitas pessoas reivindicam que censurar o jogo é censurar pornografia. A questão é: alguma autoridade autorizaria um jogo onde o jogador tivesse que fazer sxo com crianças de 5 anos de idade? Não. Por quê? Porque pornografia infantil é crime!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voilá! Estupro é crime também. Quer dizer, o jogo é literalmente uma apologia ao estupro; uma ponte entre a fantasia de estuprar e manter poder sobre o outro (no caso a outra) e a realidade de fazê-lo. Uma centena de pesquisas já foram claras que quanto mais o nosso cérebro se acostuma com determinada sensação, maior a chance de não achar problema em fazê-lo de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém ia achar alguma graça ou permitir legalmente se fosse um jogo em que deve-se matar negros na áfrica? Ok. Então por que fazer isso com uma situação de violência extrema contra as mulheres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é assim: o Planet Hemp vai pra cadeia por cantar uma música sobre uso de maconha. Um professor é despedido por usar uma música que cita um beijo lésbico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estupro tudo bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-1166722543707312284?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/1166722543707312284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/diversao-rapelay.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/1166722543707312284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/1166722543707312284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/diversao-rapelay.html' title='Diversão? [Rapelay]'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-5849622433131099440</id><published>2009-02-18T17:21:00.003-03:00</published><updated>2009-02-18T17:40:49.443-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solidariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Solidariedade e Pedágio no trote</title><content type='html'>Não, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;este não é mais um post sobre trote violento&lt;/span&gt; (se é que alguém andou escrevendo sobre isso; não rolou ainda dar uma olhada). Este é um post sobre a talvez mais tradicional etapa de qualquer trote, ou pelo menos da maioria deles: o pedágio. Também não é um post sobre trote solidário ou de cidadania, mas sobre a cidadania que envolve a solidariedade legítima... E o que tem a ver com o pedágio? Ok, vamos lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedágio, pra quem não conhece, é aquele lance de levar a bixarada pra pedir dinheiro no semáforo. Aí depois de um dia inteiro com um exército de bixos em vários semáforos diferentes, c&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;onsegue-se juntar uma grana razoável &lt;/span&gt;que acaba indo ou para uma cervejada ou festa mais tarde, ou para o bar na mesma hora, etc. Depende do curso e da universidade ou faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos pedágios consegue-se uma grana boa e geralmente dá pra ficar todo mundo bêbado. Afinal de contas, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dar dinheiro para um monte de jovens de classe média &lt;/span&gt;em sua maioria brancos, estudantes que não trabalham, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;se embebedarem&lt;/span&gt; pra comemorar a entrada de certa forma já previsível na universidade&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; é uma causa infinatemente melhor &lt;/span&gt;para a maioria dos motoristas de São Paulo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;do que ajudar um artista de rua (criança ou adulto) a comprar o jantar.&lt;/span&gt; Fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí que entra a tal &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;solidariedade&lt;/span&gt;. Acho, achava na época do meu trote e sempre achei uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sacanagem ocupar um espaço do qual não necessitamos para conseguir dinheiro&lt;/span&gt; (afinal, nosso pais com certeza dariam uma graninha ou mesada pra comemorar, como inclusive fazem quase todos) e que às vezes é a opção (ou nem tão opção assim) de trabalho que vai sustentar uma família. Mais sacanagem ainda é conseguirmos a grana destas pessoas que sequer abrem o vidro para vendedores, artistas de rua, pedintes... praticamente todos negros e pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É insolidário. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Qualquer pedágio, ainda que para doar a grana depois pra alguma instituição, é isolidário. É surreal. &lt;/span&gt;É a negação da realidade que está fora da universidade e que é literalmente proibida de entrar. Negação que, infelizmente, só faz crescer nos anos seguintes de graduação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-5849622433131099440?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/5849622433131099440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/solidariedade-e-pedagio-no-trote.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/5849622433131099440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/5849622433131099440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/solidariedade-e-pedagio-no-trote.html' title='Solidariedade e Pedágio no trote'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-8164636149018187864</id><published>2009-02-11T11:40:00.002-02:00</published><updated>2009-02-11T11:41:11.400-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><title type='text'>Meme</title><content type='html'>Responderei a/o Meme (?) a que fui indicada no meu outro blog, porque é algo mais pessoal, ok? Está lá em www.marimoscou.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas obrigada desde já!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-8164636149018187864?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/8164636149018187864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/meme.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/8164636149018187864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/8164636149018187864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/meme.html' title='Meme'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-4899917904187019331</id><published>2009-02-04T00:09:00.006-02:00</published><updated>2009-02-04T00:42:34.501-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>As mulheres do Big Brother Brasil 9</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;[Antes de começar a ler este post, se estiver confusa com a aparente contradição em uma pessoa crítica assistindo por favor conheça o meu ponto de vista &lt;/span&gt;&lt;a href="http://marimoscou.blogspot.com/2009/02/eu-telespectadora.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;neste outro post deste outro blog - Por que assisto ao BBB?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma longa tradição de mulheres que tinham sido obviamente escolhidas pelo corpo e habilidades fofoqueiras (com raríssimas exceções), esta edição do Big Brother Brasil trouxe novidades. A primeira é uma velha! No melhor sentido desta palavra e sem eufemismos: velha! E, além de velha, ela é mala e não é o centro das intrigas! Quer dizer, ela não foi escolhida nem pelo corpo nem pelas habilidades fofoqueiras - e muito menos pelas de relacionamento, já que Naiá não é lá a melhor amiga do povo, apesar de ser respeitada (ao menos é o que parece).&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A segunda novidade são as boazudas da vez: Milena e Priscila, além de dançarem funk, vestirem looks sensuais, etc. se mostram absolutamente simpáticas e - caramba! contrariando o estereótipo de mulheres convivendo em sociedade - unidas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para Francine eu daria meu Oscar. Ela não tem um corpasso, não é a coisa mais inteligente do mundo, não usa looks sensuais nem muito comportados... A Francine é tipo, NORMAL. Acho que é a primeira mulher absolutamente NORMAL da história do BBB! Simpática, brincalhona e altamente divertida, ela cativa os outros participantes - e as outras participantes! A Francine é tipo aquela amiga que não deixa a galera uma balada sem se divertir MUITO. UP total. Sinto como se falássemos a mesma língua, mesmo não falando das mesmas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E tem a Ana, que eu jurava que iria odiar. Carinha de modelo e tal... E aparece lá com uma superpersonalidade, cagando e andando para o que os outros estão pensando dela ali (porém, muito interessante cada vez que ela mostra que uma das principais preocupações é o julgamento que o pai vai fazer dela observando-a diariamente - vejam só!).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, o que mais tem me chamado a atenção é a tal Josiane. Ela entrou depois e foi agarrada por aquele mala grudento do Newton. Tem horas que tenho dó, porque o cara trata ela como se ela fosse propriedade MESMO e ela se mostra revoltada. Tem horas que tenho raiva, porque mesmo sacando isso e com a personalidade forte que ela parece ter, ela amolece.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas também não amolecemos todas? Que atirem a primeira pedra então...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aliás, estou me divertindo quase diariamente com as relações de gênero desta edição do BBB. Um grupo de mulheres interessantíssimas, e um grupo de homens no qual só há um bombadão-de-academia-aparentemente-sem-cérebro, o Newton. Cá pra nós, até o que já foi militar é mais sensato no trato com seres humanos do que ele né, vamos combinar! Os outros todos tomam posições interessantes... farreiam, fazem amizades, conversam com homens e mulheres igual.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quer dizer, com um parênteses; aquele Max também é um pé, hem? Pobre da Francine já cansou de dar toco no cara e o cara ainda quer ter ciúmes se ela anda conversando com outros... Bem que ele poderia ter sido eliminado hoje pra dar sossego pra guria... Mas isso não vem ao caso!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que eu gostaria de ressaltar aqui no blog é justamente chamar a atenção para um grupo de pessoas que, num geral, parecem interessantes, muito mais do que em edições anteriores. Parecem mais sensatas, mais inteligentes, por algum motivo. Tento descobrir qual. Se vocês assistirem esta semana, por favor postem aqui comentários respondendo esta minha percepção!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;PS.: só podia colocar um apresentador mais firmeza que os momentos pseudo-filosóficos do Pedro Bial já ninguém mais agüenta né? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-4899917904187019331?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/4899917904187019331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/as-mulheres-do-big-brother-brasil-9.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/4899917904187019331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/4899917904187019331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/as-mulheres-do-big-brother-brasil-9.html' title='As mulheres do Big Brother Brasil 9'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-9109728847454227907</id><published>2009-02-01T15:32:00.001-02:00</published><updated>2009-02-01T15:33:46.788-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Fotos - Aborto</title><content type='html'>Post muito bacana no blog Rosa e radical, vale a pena dar uma espiada lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://rosaeradical.blogspot.com/2009/01/duas-fotos-muitos-significados.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;té+!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-9109728847454227907?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/9109728847454227907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/fotos-aborto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/9109728847454227907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/9109728847454227907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/fotos-aborto.html' title='Fotos - Aborto'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-2814813503032647267</id><published>2009-02-01T15:03:00.005-02:00</published><updated>2009-02-01T15:28:08.425-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bruxas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Debilidade</title><content type='html'>Nasci e cresci na classe média. Padrão de vida hoje é de classe média alta. Mas não altíssima. Já viajei para o exterior, tenho dois diplomas de superior, um emprego que me rende grana suficiente e só vinte e dois anos. Por isso afirmo com segurança: a classe média não quer saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram que Marx falava da lacuna entre a classe econômica e a sensação do pertencimento de classe? Pois é; é mais ou menos isso. Tenho a plena certeza que sou uma exceção. Talvez ainda mais um pouco porque, além de querer saber, quero fazer parte da solução. A classe média não quer. Ou até quer, mas depende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os Panteras Negras se organizavam em Oakland, nos EUA, os FBI afirmava que, é claro, não podiam ter pensado em todo aquele papo de autonomia sozinhos. Tinha que ter alguém mentalmente superior - um branco - por trás. Quando nós mulheres nos afirmávamos feministas no Brasil durante todo o século vinte, mesma coisa: é porque éramos lésbicas ou mal-amadas, frustradas com os homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a mesma coisa com as prostitutas, fazendo uma referência direta à entrevista com Laura Augustín publicada hoje no Folha Mais!. O que me choca é o choque da Folha. As prostitutas, segundo a manchete, "não querem ser salvas". Também não queriam Malcolm X, Zumbi, Leila Diniz, e por aí vai uma lista gigante que não pretendo me desgastar citando. Também não querem os iraquianos, muito menos às custas de agüentar o ridículo exército estadunidense ocupando suas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade não se dá. Finge-se que dá. Como na independência do Brasil. Ao contrário do resto da américa latina, o ato da independência em si não foi uma conquista popular, mas uma estratégia político-econômica do Estado. Dá-se uma algema um pouco mais larga - dentro das quais nos debatemos até hoje, sem querer ou conseguir quebrá-las. Uma questão meio parecida com a que Jorge Furtado coloca em Ilha das Flores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="watch-player-div" class="flash-player"&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://s.ytimg.com/yt/swf/watch-vfl75605.swf" style="" id="movie_player" name="movie_player" bgcolor="#000000" quality="high" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" flashvars="q=ilha%20das%20flores&amp;amp;fexp=900112&amp;amp;BASE_YT_URL=http://br.youtube.com/&amp;amp;vq=null&amp;amp;sourceid=ys&amp;amp;video_id=Zfo4Uyf5sgg&amp;amp;l=427&amp;amp;sk=l-7z-_a6KumliORA_DWCVOSMdLONfNGeU&amp;amp;fmt_map=&amp;amp;usef=0&amp;amp;t=OEgsToPDskJJW6WQ7zN9mXfJvJ81NsDj&amp;amp;hl=en&amp;amp;plid=AARh3o6FcTvuXJeFAAAAoAAYIAE&amp;amp;playnext=0&amp;amp;enablejsapi=1" height="385" width="480"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Zfo4Uyf5sgg&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Zfo4Uyf5sgg&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6IrGibVoBME&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6IrGibVoBME&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3NddTNoDvm8&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3NddTNoDvm8&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impedir o outro de acessar os dispositivos de tomada de decisão ou o domínio pleno dos códigos pelos quais se conversa e decide (como o alfabeto, por exemplo) é a mais antiga técnica de exclusão social. O próximo passo é falar sobre eles sem deixar que falem sobre si mesmos, criando uma realidade distorcida que vai povoar o imaginário de todos que não têm contato com aquele mundo. A consolidação é o estabelecimento de mitos (muitas vezes comprovados por experimentos "científicos") sobre como o outro funciona. É assim com as mulheres, é assim com as prostitutas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a moral não deixa enxergar que vender a força de trabalho é vender a forca de trabalho, seja ela apertar parafusos, dar uma aula ou fazer sexo. Se há mercado, por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí como as mulheres da classe média concebem que este é um trabalho indesejável, logo aplicam sua realidade às demais, generalizando e dizendo que nenhuma prostituta é prostituta porque quer. Então, ok, vamos lá: nenhuma empregada doméstica é empregada doméstica porque quer. Só se for assim. Mas muitas prostitutas preferem seu trabalho a serem empregadas domésticas. E muitas empregadas domésticas preferem seu trabalho a serem prostitutas. Arriscaria-me a dizer que quase nenhuma mulher em nenhuma destas categorias profissionais renegadas tem esta carreira como um sonho de infância. Mas posso bem estar errada também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí o choque da Folha, em descobrir que o que estas mulheres querem é simplesmente que ninguém mais ache que elas precisam ser salvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só concordo em salvar as prostitutas se formos salvar também cada trabalhador que vende sua força de trabalho. Porque é isto que elas são e é assim que devem ser respeitadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-2814813503032647267?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/2814813503032647267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/debilidade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/2814813503032647267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/2814813503032647267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/02/debilidade.html' title='Debilidade'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-2835311123316757281</id><published>2009-01-29T16:54:00.002-02:00</published><updated>2009-01-29T16:59:07.787-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunidade orkut'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blogosfera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>BLOGOSFERA: mais um substantivo feminino!</title><content type='html'>Achei mais um bacana! BLOGOSFERA! :)&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aproveito pra divulgar e convidar a participar de mais uma empreitada na internet: o blog &lt;a href="http://www.mulheresnablogosfera.blogspot.com"&gt;"Mulheres na Blogosfera"&lt;/a&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como está claro na introdução do site, a idéia é publicar achados produzidos por mulheres na internet. Vale de tudo: blog, fotolog, videolog, videopod, podcast, rádio, websites, jogos, etc. Mas tem que ser feito por mãos femininas, hem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por enquanto estou eu como autora, mas a idéia é ampliar - e muito - essa parada! Chacoalhando a blogosfera nós sempre estivemos. Agora o lance é vir a público!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Convido-as!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;WWW.MULHERESNABOLGOSFERA.BLOGSPOT.COM&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-2835311123316757281?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/2835311123316757281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/blogosfera-mais-um-substantivo-feminino.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/2835311123316757281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/2835311123316757281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/blogosfera-mais-um-substantivo-feminino.html' title='BLOGOSFERA: mais um substantivo feminino!'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-3032724114077670464</id><published>2009-01-29T15:48:00.006-02:00</published><updated>2009-01-29T16:20:33.107-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natureza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>Natureza e história</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do meu trabalho final na disciplina "Teorias da História II" na Unicamp. Uma pequena reflexão sobre o mundo de hoje da qual me lembrei por causa do post anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A proposta do prof. Luiz Marques:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Para Hegel, Marx, Lukács ('História e Consciência de Classe'), em suma para a dialética, a história é uma matriz de pensamento no âmbito da qual não há descontinuidade entre o passado e o presente, posto que este é história e se oferece ao pensamento e à ação como tal. Implicação: embora por definição ocultas ou semi-ocultas, as "tendências" que se desenham na trama do presente (a assim chamada "conjuntura") são interpretáveis a partir das mesmas determinações pelas quais se ordenaram as forças do passado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desde a segunda metade do século XIX, em especial com Burckhardt e Nietzsche, assistem-se a tentativas de "sair" de Hegel, de pensar a história como um processo não-presidido por uma lógica última que confere à irracionalidade do conflito (elemento da história, quanto a isso todos concordam) um sentido fundamental: a afirmação do universal (seja ele o Espirito ou a sociedade sem classes) em detrimento do particularismo das forças em embate na arena histórica. Um pressuposto do curso é que as teorias da história e a historiografia do século XX permaneceram essencialmente presas dessa disjuntiva oitocentista, o que implica a afirmação de que não há uma teoria novecentista da história no senso forte do termo. Tal é a razão por que decidi tratar dos Annales e das teorias mais recentes da história como um prolongamento daquela problemática oitocentista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O trabalho final desse curso consiste em comentar o parágrafo anterior, em um texto que deve primar pela economia demonstrativa. Dois pontos básicos devem ser atendidos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;    1 - por comentário, entendo aqui uma análise crítica, o que supõe avaliar o valor de verdade dos enunciados propostos a partir de um posicionamento teórico pessoal de cada um;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;    2 - esse comentário deve sugerir, ao final, uma resposta para a seguinte questão: as tendências históricas maiores que se podem identificar no nosso presente (dezembro de 2008) são susceptíveis de serem pensadas a partir do arsenal disponível de teorias da história? Adianto meu ponto de vista, que pode ser comentado ou ignorado: a resposta para mim é não, pois, face ao elemento 'clássico' – a infinitude do conflito entre os homens –, esse arsenal não incorporou ainda um novo elemento emergente da história: a finitude da natureza, elemento cada vez mais crucial na circunscrição das possibilidades da ação histórica.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O FILME&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/k50RNYpRWzw&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/k50RNYpRWzw&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H9yuLMtLwSw&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/H9yuLMtLwSw&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KRWseF_jSzI&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KRWseF_jSzI&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MINHA RESPOSTA (valeu um 10 hem? hurray!):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sociedade da História, Sociedade do Estado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer filosofia da história hoje parece ser, em contrário à antiguidade, uma atividade que se ocupa primordialmente do presente e do futuro. Coletar dados e analisá-los buscando a compreensão de um tempo passado tem a finalidade de entender o presente que, por sua vez, tem a finalidade de buscar alguma segurança numa espécie de previsão ou estimativa sobre o futuro. Estes deslocamentos temporais, pequenas viagens, são pautados pela noção de que os acontecimentos seguem padrões, tendências, leis gerais através dos tempos. De outro modo não seria possível conceber a idéia de que o estudo do passado pode iluminar a compreensão do presente e as projeções para o futuro. Falar em filosofia ou teoria da história é, essencialmente, uma questão de tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes pressupostos aparecem claramente na obra de Hegel com as manifestações do Espírito e em seus desdobramentos, diga-se a exemplo a obra de Marx, com a universalização do desenvolvimento econômico rumo a uma revolução mundial, um pré-destino. Pierre Clastres, antropólogo, parece ser um dos poucos teóricos que veementemente questiona este tipo de universalização e generalização, presentes na idéia de uma “história universal da humanidade”, opondo-se explicitamente à lógica da teoria marxista ao expor contradições evidentes com o estudo de sociedades outras que não a ocidental judaico-cristã:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Palavra profética, poder dessa palavra: teríamos nela o lugar originário do poder, o começo do Estado no Verbo? Profestas conquistadores das almas antes de serem senhores dos homens? Talvez. Mas, mesmo na experiência extrema do profetismo (porque sem dúvida a sociedade tupi-guarani tinha atingido, por razões demográficas ou outras, os limites extremos que determinavam uma sociedade como sociedade primitiva), o que os selvagens nos mostram é o esforço permanente para impedir os chefes de serem chefes, é a recusa da unificação, é o trabalho de conjuração do Um, do Estado. A história dos povos que têm uma história é, diz-se, a história da luta de classes. A história dos povos sem história é, dir-se-á com ao menos tanta verdade, a história da sua luta contra o Estado.”&lt;br /&gt;(Clastres, 2003:234)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste trecho, explicita-se uma divisão entre os “povos que têm uma história” e os “povos sem história”. Ambos, no entanto, fazem parte da humanidade e de uma suposta história geral da humanidade. Clastres, como outros antropólogos principalmente, mostra que as universalizações enquanto trata-se da história, a busca por leis gerais, só faz e só pode fazer sentido – só pode ser possível, com toda a redundância deste tipo de afirmação- nessa sociedade específica da qual fazem parte Hegel, Marx, Buckhardt e os alunos da Unicamp do curso de Teorias da História II no segundo semestre do ano de 2008: a sociedade que inventou a história, a sociedade que inventou o Estado. A própria História com agá maiúsculo ganha força ao longo de séculos nos “fatos públicos”, ou seja, fato relativos ao Estado de alguma forma sejam eles guerras, decisões, governantes, modelos políticos, invenções, etc. Estes povos que, como demonstra Clastres ao longo de seu livro, não são primitivos, de  não tinham história, ou “História”1; não tinha Estado; não tinham propriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se pensa, ainda, em teorias mais recentes da história, como em Buckhardt, Nietzsche (apesar de aparentes rupturas, como esclarece Löwith) ou na escola dos Annales, é evidente que esta lógica oitocentista na forma de entender a história enquanto disciplina continua. Como mencionado no início do texto, hoje ainda o pressuposto dialético de um conjunto de leis universais que regem os acontecimentos parece estar presente mesmo considerando-se como história, como é o caso dos Annales, as trajetórias e fatos dos próprios povos sem história. Parece não fazer muito sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta visão do presente como desenvolvimento do passado e do futuro como desenvolvimento do presente, desenvolvimento este que segue tendências e leis gerais, no entanto, parece não funcionar mesmo quando pensamos hoje, dezembro de 2008. O desenvolvimento de determinados padrões, valores e estruturas sociais gerou um sistema, regulado por leis aparentemente universais mas que se vê mais claramente do que nunca, está em crise2. Não há mais recursos para o ritmo de consumo estabelecido por essas “leis” e tudo indica que o sistema está prestes a quebrar: social, econômica, política e ecologicamente. Este sistema é, também, característico das sociedades com história ou, melhor, da sociedade da história. Não só a teoria da história, mas em grande medida a sociologia, a política, também não têm dado conta de compreender, explicar e elaborar possíveis soluções neste contexto contemporâneo. As políticas públicas de todos os setores não parecem passar de paliativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir de forma sucinta, penso que uma das nossas características que mais influencia na criação trágica deste contexto devastador é justamente, retomando Clastres, o fato de nos organizarmos através do Estado. O Estado, ou o Um que tem poder sobre os Muitos, é por definição uma propriedade, que é por definição uma desigualdade. O duo desigualdade-propriedade é exatamente a base deste sistema. Se assumirmos a não-universalidade dos acontecimentos, se possível sem abandonarmos nossa história, mas ao mesmo tempo rompendo com nosso legado, então poderíamos quem sabe sobreviver. Para isto, o único caminho que consigo ver hoje é justamente buscar esse necessário novo naquelas sociedades sem história, as sociedade contra o Estado.&lt;/span&gt;               &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-3032724114077670464?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/3032724114077670464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/natureza-e-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/3032724114077670464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/3032724114077670464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/natureza-e-historia.html' title='Natureza e história'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-1635537753592319194</id><published>2009-01-29T15:03:00.002-02:00</published><updated>2009-01-29T15:27:44.692-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>Comentário: Ato Lilly Ledbetter</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase corre uma lágrima, como no dia da posse de Obama. Chamem de reparação, chamem do que quiserem. O planeta está em outro ciclo, pois o ciclo inventado antes o destrói. Este novo ciclo - de cura, de criação, de crítica, de revolução, de yin e yang juntando-se de novo - é o século XXI. Existe o máximo da destruição: bombas atômicas, devastação de recursos naturais empregados irresponsavelmente. Agora corremos atrás do máximo de cura; resgatamos as raízes da cura oriental e pré-cristã. Porque nos matamos de stress.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Lilly Ledbetter deu certo. E a das mulheres em algumas partes do mundo que sequer têm o direito de terem as próprias contas bancárias? E a das mulheres que por medo, pressão ou receio cedem, aceitando ganhar menos que seus colegas homens? E a das mulheres que sequer imaginam que seus colegas ganham mais, ainda que comparativamente? E das mulheres negras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil criamos um poderoso estratagema que mascara a desigualdade e a injustiça de salários entre homens e mulheres, entre negros e brancos: a etiqueta. No Brasil não se pergunta o salário. É feio, é malvisto, desagradável. Porque por vezes é de fato humilhante. No país que mapeou o genoma e que tem uma das maiores frotas de helicópteros do mundo (se não a maior), o nordeste continua sem investimento algum para combater a seca enquanto Santa Catarina recebe mobilização nacional por causa de um ano de enchentes (devido, mais do que obviamente, à pésssima e exaustiva utilização do solo - mas isso fica pra outro post!). Nas áreas milionárias das grandes cidades a água nunca acaba, não importa o quanto os habitantes lá a disperdicem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com pequenos hábitos aqui e acolá, diz-se hoje aqui no Brasil que há igualdade entre homens e mulheres. Que nem é preciso mais feminismo. Hoje mesmo conversávamos sobre isso eu e uns colegas de trabalho. Errado. Tão errado quando dizer que não há racismo ou apartheid - basta ter olhos e caminhar em qualquer cidade do Brasil para ver. Em Campinas, por exemplo, há bairros (e vários) onde simplesmente não há negros. E outros onde praticamente só há negros. Os dois, claro, são o mais afastados o possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é só no Brasil, não! Pesquisas recentes na área de sociologia da educação, realizadas na França sob coordenação dos sociólogos Christian Baudelot e Roger Establet e publicadas no livro "Allez, les filles!" ["Vamos, meninas!" sem tradução para o português ainda e sabe-se lá até quando] ressaltam: as mulheres de fato vão melhor no sistema escolar que os homens. Têm mais diplomas de baccaleauréat (mais ou menos o ensino médio francês; acho que soletra assim mesmo) e melhores notas. Na universidade, têm número paritário, embora a distribuição de sexos por curso não seja tão paritária assim. Mesmo assim, quando se trata de diplomas superiores, principalmente na pós-graduação, elas têm menos diplomas. A conclusão dos sociólogos após a pesquisa é mais ou menos simplificadamente a seguinte: o sistema escolar liberou as mulheres. A sociedade não. Ou seja; a sociedade não oferece apoio algum para que a mulher, com as responsabilidades diferentes das dos homens pelas quais é cobrada (cuidar de filhos, por exemplo), possa competir em condição de igualdade com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos assim: como é que no mercado de trabalho duas pessoas vão competir igualmete se a uma é dada a cobrança exclusiva de trabalhar e à outra é dada a cobrança de trabalhar, cuidar da família e administrar a casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ainda por cima, ganhando menos. Lembremos; diferença é uma coisa. Desigualdade é outra, bem mais perversa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-1635537753592319194?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/1635537753592319194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/comentario-ato-lilly-ledbetter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/1635537753592319194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/1635537753592319194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/comentario-ato-lilly-ledbetter.html' title='Comentário: Ato Lilly Ledbetter'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-7020012976877470112</id><published>2009-01-29T14:57:00.003-02:00</published><updated>2009-01-29T15:01:50.312-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bruxas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lei'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>A Notícia: Ato Lilly Ledbetter</title><content type='html'>29/01/2009&lt;!--/DATA--&gt; - &lt;!--HORA--&gt;13h43&lt;br /&gt;de www.folhaonline.com.br&lt;br /&gt;&lt;!--/HORA--&gt; &lt;h1&gt; &lt;!--TITULO--&gt;Obama assina projeto de lei por igualdade de pagamento para mulheres&lt;!--/TITULO--&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt; &lt;!--noindex--&gt; &lt;!--PRINT:EXCLUDE--&gt; &lt;!--PUBLICIDADE--&gt; &lt;script language="javascript" type="text/javascript"&gt;&lt;!-- folha_ads_show( "online.mundo" , "180x150" , "1" ) ; //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;script language="javascript1.1" type="text/javascript" src="http://bn.uol.com.br/js.ng/site=folha&amp;amp;chan=online.mundo&amp;amp;size=180x150&amp;amp;page=7&amp;amp;expble=1&amp;amp;conntype=0&amp;amp;tile=753729722904592?"&gt;&lt;/script&gt;&lt;div class="ad1"&gt;&lt;!-- Sniffer Code for Flash version=60 --&gt; &lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,0,0" id="flashad" height="150" width="180"&gt; &lt;param name="movie" value="http://bn.i.uol.com.br/0811/cyrela/folha/13/cyrela_180x150_accanto.swf"&gt;&lt;param name="flashvars" value="clickTag=http%3A//bn.uol.com.br/event.ng/Type%3Dclick%26FlightID%3D54138%26AdID%3D145040%26TargetID%3D597%26ASeg%3D%26AMod%3D%26Segments%3D138%2C244%2C386%2C398%2C440%2C500%2C523%2C544%2C566%2C866%2C879%2C1159%2C1451%2C2411%2C2412%2C2871%2C3001%2C3169%2C3173%2C3335%2C3680%2C4215%2C4309%2C4311%2C4986%2C5449%2C5609%2C5735%2C5920%2C5921%2C5931%26Targets%3D436%2C482%2C597%2C883%2C3412%2C3900%2C4361%2C7416%26Values%3D30%2C50%2C61%2C73%2C84%2C100%2C110%2C150%2C200%2C209%2C211%2C347%2C350%2C368%2C379%2C382%2C390%2C409%2C484%2C719%2C958%2C998%2C1039%2C11588%26RawValues%3D%26Redirect%3Dhttp%3A//www.cyrela.com.br/adredir.asp%3Fr%3D%257BE648AA6B%252DBC12%252D4886%252D87FB%252D80C361BD18A9%257D"&gt; 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&lt;!--/PUBLICIDADE--&gt; &lt;!--/PRINT:EXCLUDE--&gt; &lt;!--/noindex--&gt; &lt;!--/--&gt; &lt;!--TEXTO--&gt;   &lt;p&gt; O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira seu primeiro projeto de lei, Ato Lilly Ledbetter, que promove igualdade de pagamento entre homens e mulheres. O tema é polêmico no Congresso americano e enfrenta oposição dos republicanos conservadores. &lt;/p&gt;  &lt;table class="fe330"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td class="fo1c"&gt;Ron Edmonds/AP&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;img src="http://f.i.uol.com.br/folha/mundo/images/09029204.jpg" alt="Lilly Ledbetter, que dá nome à lei assinada por Obama, era supervisora da fábrica de pneus da Goodyear Tire &amp;amp; Rubber" border="0" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td class="fo1l"&gt;Lilly Ledbetter, que dá nome à lei assinada por Obama, era supervisora da fábrica de pneus da Goodyear Tire &amp;amp; Rubber&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p&gt;"É muito simbólico que o primeiro projeto de lei que assino fale de um dos princípios fundadores deste país; que somos todos iguais e que cada um pode perseguir a sua própria versão de felicidade", disse Obama, retomando um tema que marcou seu primeiro discurso após a posse. "Estas palavras escritas em um papel há 200 anos indicam o entendimento moral que temos que ter atualmente." &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Lilly Ledbetter, que dá nome ao projeto de lei, é supervisora da fábrica de pneus da Goodyear Tire &amp;amp; Rubber, em Gadsden, Alabama. Ela processou a empresa por discriminação de pagamento pouco antes de se aposentar, após 19 anos de serviço. Ledbetter ganhava US$ 6.500 a menos que o supervisor com menor salário e alegou que foi decisão de seus supervisores que não ganhasse mais. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em 2007, a Suprema Corte dos EUA votou, por 5 votos contra 4, por recusar o pedido de indenização de US$ 360 mil, alegando que ela demorou tempo de mais para iniciar o processo. A legislação americana afirma que os trabalhadores têm 180 dias a partir da discriminação para abrir um processo. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;"Ela fez seu trabalho por quase duas décadas antes de descobrir que ganhava menos que colegas homens. Ela teve perdas de U$ 200 mil em salário e ainda mais em pensão e benefícios sociais, perdas com as quais ela arca até hoje", disse Obama, acompanhado por Ledbetter. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;"Ela poderia ter ignorado [a diferença], ela poderia ter evitado toda a pressão e o assédio por levar adiante um processo. [...] Mas ela decidiu entrar em uma jornada de dez anos até a Suprema Corte e até chegar a este momento para efetivar a justiça que as pessoas merecem", continuou o presidente, que contou conhecer pessoalmente Ledbetter, que discursou na Convenção Democrata Nacional em 2008, que oficializou a candidatura de Obama à Casa Branca. Ao assinar a lei, Obama entregou a caneta a Ledbetter, como símbolo da sua conquista. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Durante a campanha presidencial, o republicano John McCain foi criticado por dizer que o ato causaria um aumento no número de processos de mulheres contra seus empregadores. Em abril do ano passado, os senadores republicanos vetaram o projeto de lei com 56 votos contras e 42 a favor. Seriam necessários 60 votos para que o projeto avançasse para debate e votação oficial. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;"Ela sabe que a história não é só dela, mas de todas mulheres que ganham US$ 0,75 quando um homem ganha US$ 1 e ainda menos do caso das mulheres negras. [...] Igualdade de pagamento não é um tema de mulheres e sim de família. A família que [pela desigualdade de pagamento] não tem dinheiro para educação, famílias que dependem disso para pagar a hipoteca ou não, pagar as contas médicas ou não", disse Obama, acrescentando que, em tempos de crise econômica, os trabalhadores americanos não podem arcar com salários menores por discriminação. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O democrata lembrou da história de sua avó, que trabalhava em um banco no Havaí e sustentava ele e sua meia-irmã. "Assino esta lei em honra a ela e mulheres como ela, como minha avó, que trabalhou no banco a vida inteira e mesmo quando atingiu o teto de vidro continuou indo para dar o melhor para mim e minha irmã", disse o presidente. "Para minhas filhas, para que elas tenham oportunidades que sua mãe e avós não imaginavam ter." &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-7020012976877470112?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/7020012976877470112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/noticia-ato-lilly-ledbetter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/7020012976877470112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/7020012976877470112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/noticia-ato-lilly-ledbetter.html' title='A Notícia: Ato Lilly Ledbetter'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-1347153343857382066</id><published>2009-01-27T20:58:00.003-02:00</published><updated>2009-01-27T21:02:44.401-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunidade orkut'/><title type='text'>Comunidade no Orkut</title><content type='html'>Aloha, Leitoras e Leitores querid@s!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi criada a comunidade do Política no orkut, para nos conhecermos e divulgarmos a idéia do blog - a de que política é substantivo feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço é: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=81466125&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por motivos bizarros ainda não estava aparecendo na listagem, mas daqui a pouco isso deve passar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para indicar duas outras comunidades minhas, uma mais nova e uma mais antiguinha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres na Blogosfera em http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=81465325&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me bater te bato de volta em http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=693933&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, por hora é isso aí!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-1347153343857382066?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/1347153343857382066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/comunidade-no-orkut.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/1347153343857382066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/1347153343857382066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/comunidade-no-orkut.html' title='Comunidade no Orkut'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-8855077144246642192</id><published>2009-01-25T15:41:00.004-02:00</published><updated>2009-01-25T16:09:22.782-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='justiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='democracia'/><title type='text'>Justiça vs. Democracia: de Lindemberg e Suzane.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[este  post é uma resposta/reflexão sobre o post da Elyana (Rosa e Radical - em www.rosaeradical.blogspot.com) no dia 16 de Janeiro de 2008]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt;do post:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt;"Lembro-me de quando a Suzane estava para ser julgada, o promotor do caso disse que o problema do sistema judicial do Brasil é que ele foi feito para ajudar sua excelência: o réu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt;Faz sentido."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reflito. Lindemberg teve o julgamento adiado por falta de evidências claras que permitissem o seu interrogatório (onde os juízes estavam durante a semana que as redes de televisão transmitiram o seqüestro dia-a-dia em cadeia nacional praticamente 24x7 eu não sei; vai ver na Europa, de férias, enfim). Suzane também teve o julgamento adiado (com a diferença que no caso dela as televisões não seguiram e filmaram o crime em sei lá eu quantas horas de áudio/vídeo). A mídia, no entanto, promoveu muito mais o pós-caso de Suzane do que de Lindemberg. Demorou pra sumir dos noticiários a imagem da garota jovem, meio descabelada, chorosa, e a repetição contínua de que ela era louca, desequilibrada, que usava drogas, e por aí vai. Com Lindemberg, que seqüestrou, torturou e tentou assassinar duas adolescentes de seu próprio círculo social (tendo sucedido para uma delas), a história foi outra: nos dias que se seguiram do assassinato de Eloá diversos jornais publicaram e exibiram reportagens sobre o perfil de namorado ciumento de Lindemberg, com vários depoimentos de amigos, conhecidos e familiares reforçando como ele era um bom rapaz e trabalhador, com valores, como gostava de Eloá e como era ciumento. Depois, c'est fini, praticamente ninguém mais estava interessado. Era desculpável o que Lindemberg havia feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambos os casos, os assassinos apresentam claramente grande desequilíbrio emocional e sede de poder e controle nas relações pessoais-familiares. Com Suzane, a coisa poderia se resumir em "não aceitava as regras dos pais, foi lá e os matou". Com Lindemberg, "não aceitava o fora da namorada, foi lá e a matou". Claro que é tudo bem mas complexo. Sure. Mas ainda assim, essas são as premissas básicas destes dois crimes, não são?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suzane, no entanto, é uma mulher. Mulheres têm historicamente relegado a elas o espaço da família, da casa, do privado. Voltar-se contra este espaço claramente não agradava nem aos pais de Suzane, antes do crime, nem ao público e mídia em geral, depois. Já Lindemberg, enquanto homem, nada mais estava fazendo do que defendendo a sua honra (não estava na constituição até pouco tempo atrás?), o seu orgulho masculino, quando sua princesa decidiu voltar-se também contra este espaço e gritar por liberdade no amor. Os dois casos tiveram seus julgamentos adiados, apesar de claras evidências do crime num e um pouco mais obscuras no outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato o sistema judiciário do Brasil tem várias brechas. Estas brechas, no entanto, não beneficiam a todo e qualquer réu, não se esqueçam. Basta olhar para as cadeias e constatar de classe social e cor da pele são os detentos/detentas. Se Lindemberg fosse mulher e Suzane homem, os crimes teriam a mesma repercussão? E se Suzane morasse numa favela? E se Lindemberg fosse um alto executivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do sistema judiciário, do legislativo e do executivo no Brasil é que eles funcionam como já deixava claro o ditador Vargas: "Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei". Os "amigos" (entenda-se homens, brancos, de certa classe social majoritariamente) utilizam-se das brechas na lei e na burocracia (ou por quê vocês acham que os donos de carrões 4x4 nem se lixam para os radares nas rodovias?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Democracia é dar-se a toda pessoa humana a possibilidade, sim, de se defender. Mesmo para Suzane, mesmo para Lindemberg. De fato não é isso que acontece. No Brasil, os amigos se defendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os inimigos vão para a cadeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;[e podemos para terminar citar ainda outras dezenas de exemplos, como a discussão "algema-ou-não" com o Daniel Dantas]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-8855077144246642192?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/8855077144246642192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/justia-vs-democracia-de-lindemberg-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/8855077144246642192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/8855077144246642192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/justia-vs-democracia-de-lindemberg-e.html' title='Justiça vs. Democracia: de Lindemberg e Suzane.'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-7996896954980418595</id><published>2009-01-24T17:12:00.002-02:00</published><updated>2009-01-24T17:16:28.427-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vítima'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política cotidiana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='santas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bruxas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='opinião'/><title type='text'>Dizer não: a saga trágica de uma jovem construindo sua autonomia (ou a psique social do sequestro em Santo André).</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;[24 de Outubro de 2008]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há exatamente uma semana teve um desfecho trágico o seqüestro de duas adolescentes no município de Santo André, região metropolitana de São Paulo. O Brasil ouviu falar. Cada jornal, emissora de rádio e televisão enviou correpondentes para cobrirem o furo de reportagem que o seqüestro, que já durava dias, se tornara. Eloá Pimentel e Nayara Rodrigues, ambas com 15 anos então, haviam sido seqüestradas com mais outros dois amigos (do sexo masculino, reitero) durante uma tarde de estudos. O seqüestrador, Lindemberg Fernandes Alves, de 22 anos, havia namorado Eloá desde seus 12 anos e o casal recentemente havai rompido definitvamente o relacionamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Encontramos nos fatos ao longo desta história, desde o namoro de Eloá e Lindemberg até o trágico desfecho culminando com a morte da jovem mulher e a internação de sua amiga, uma série de elementos que evidenciam os verdadeiros culpados pelo incidente: cada um de nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro fato: aos 12 anos, Eloá e Lindemberg, então com 19, começam um relacionamento. A primeira pergunta: o que leva um rapaz de 19 anos, no final de sua adolescência, a buscar como companheira uma criança, uma pré-adolescente de 12 anos? Ora, basta pensarmos no que isto significa para ele e para ela. Segundo as construções sociais de masculino e feminino, o homem ideal deve ser forte, protetor. A mulher, frágil, inocente, submissa. Estes estereótipos foram construídos ao longo de nossa história enquanto sociedade, mas principalmente no século XIX. Àquela época era muito comum entre os 12 e 16 anos, que as mulheres fossem entregues pela família a um marido, significativamente mais velho, para que dela cuidasse a fizesse mulher. Soa familiar? Pois bem, tanto Lindemberg encontrou em Eloá um modelo de mulher ideal – pequena, frágil, ingênua, provavelmente virgem, mais nova – quanto Eloá um modelo de homem ideal em Lidemberg – mais forte, maior, mais experiente, mais velho, pelo menos que os garotos de 12 anos. Assim, como tantos outros, começava um relacionamento cheio de expectativas, reforçadas e encorajadas pelos pais, amigos, amigas, colegas de escola, colegas de condomínio, etc. Nada mais justo, já que estas expectativas sobre o homem e a mulher ideal certamente povoam também as vidas destes outros coadjuvantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eloá, no entanto, como toda menina de 12 anos, passou por uma série de transformações. Físicas, sim, mas sobretudo sociais. Adolescência é uma palavra inventada em nossa sociedade para falarmos de uma fase do desenvolvimento social que vem acompanhada da puberdade biológica na maioria dos casos. Na adolescência, o mundo novamente se abre, como se tivéssemos nascido de novo. Passamos a ver o mundo por outros ângulos e, melhor ainda do que na infância, com a possibilidade de explorá-lo mais intensamente. Este turbilhão de experiências provoca reações e novas construções internas, pouco a pouco, tornando-nos diferentes do que éramos antes (afinal crescer não é também isto?). O mesmo aconteceu com Eloá. Talvez Lindemberg, vivendo outro momento de sua vida, já estivesse buscando um relacionamento estável, para quem sabe planejar um futuro a dois. Um relacionamento longo e estável com um ou uma adolescente, no entanto, não parece algo muito palpável, dadas todas estas mudanças. A mudança de si carrega mudanças de expectativa, de planos, de sonhos, de opinião. Num determinado momento, estas experiências se confrontaram. O segundo fato está aí: o rompimento do relacionamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo testemunhas, Eloá dizia que seu (já ex) namorado era ciumento e possessivo e que isto contribuiu para o término do namoro. Pode ser perguntado: por que então ela não terminou antes e ficaram tanto tempo juntos? Primeiro motivo, oras, porque afinal de contas as expectativas de um relacionamento, principalmente para as mulheres, ultrapassa muitas vezes a sua própria vontade e o relacionamento em si (lembram daquela que era entregue pela família ao marido com 13 anos no século XIX?). Pai, mãe, irmão e irmã que aprovam um relacionamento podem ser um pesado fator a se considerar. E, sendo Lindemberg para a menina inicialmente e provavelmete também para a sua família um modelo de bom namorado, futuro bom marido, quem sabe bom pai, este fator pode acabar pesando mais ainda. Ao mesmo tempo, em três anos de sua adolescência, Eloá provavelmente viveu uma série de fatos, emoções, realizações e decepções que a transformaram. Um dia, por tudo isto, ela disse “não”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizer não não é fácil. Muitas vezes, vindo de uma mulher, o não sequer é levado em conta como não. Brincadeiras e piadas conhecidas por todos, reforçam a máxima de que quando uma mulher diz não, na verdade ela quer dizer sim. Cada vez que estas brincadeiras e piadas são contadas, encorajadas, consideradas, Eloá é novamente assassinada. Quantas vezes, numa baladas, nós mulheres temos de dizer não para o mesmo homem antes de sermos finalmente entendidas e deixadas em paz? Quantas vezes as adolescentes não repetem a afirmação de terem beijado um rapaz “só para que ele fosse embora”? Quantas vezes mulheres aceitam transar sem camisinha por não conseguirem dizer “não” e condicionarem o sexo à proteção? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O terceiro fato, talvez aparentemente menos relevante, é Eloá formar com as amigas um grupo, na escola, autodenomidado “Bonde das Glamourosas”. É comum na adolescência em nossa sociedade, amigos juntarem-se e estabelecerem características em comuns. Não é raro encontrar um grupo que joga RPG, outro que prefere futebol, talvez um outro que toque instrumentos e tenha uma banda de rock, etc. No caso do “Bonde das Glamourosas”, as amigas reforçavam nada mais do que aquilo que, segundo nossas novelas, comerciais, famílias, mercado de trabalho, filmes, piadas, ditados populares, canções, currículo escolar, e tantas outras formas de transmissão da cultura, deve ser reforçado numa mulher: a beleza, a emoção, a sentimentalidade, a fragilidade, o interesse pela moda, o “glamour”. Mesmo jovens, ainda construindo-se como mulheres, o esforço do “Bonde” foi obviamente reconhecido e acompanhado de uma enorme popularidade na escola. Reforçando, mais uma vez, essa características construídas histórica e culturalmente para nós todos e todas como femininas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em seguida, o quarto fato, é a reação de Lindemberg ao término do relacionamento. A relação que parecia estar estabelecida ali é de ciúmes. Um ciúme perfeitamente explicável se pensarmos que Lindemberg tinha nas mãos uma bela princesa, que provavelmente o teve como primeira experiência amorosa. Ela nunca teve mais ninguém, ao contrário dele (vejam de novo a menina do século XIX aqui!). Quantos homens não têm ciúmes de suas princesas após o término de um namoro relativamete longo, ao pensarem que agora elas estariam “disponíveis” para outros marmanjos? Este ciúme poderia, então, ser considerado “patológico” como reforça a todo tempo a mídia? Ou é um ciúme que vem da frustração de expectativas criadas ao longo de uma vida, como a de encontrar uma princesa virgem que seja só sua, como nos contos de fadas. Reforço aqui o uso dos pronomes possessivos. O relacionamento, em nosso contexto social, é baseado na noção de propriedade do outro, vale notar. No caso das mulheres, mais ainda. Para argumentar tal afirmação, basta evocar a origem do casamento, as práticas de troca de mulheres, ou a nossa constituição de 1988 que mantinha a “defesa da honra” como justificativa plausível para absolvição em casos de violência contra a esposa. Lindemberg queria, afinal, defender sua honra. Soa tão patológico assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, levado ao extremo, Lindemberg seqüestrou quatro adolescentes que faziam um trabalho para a escola juntos na semana passada: Eloá, sua ex, Nayara, melhor amiga de sua ex e dois meninos. Nas primeiras horas do seqüestro, Lindemberg soltou os dois meninos. Os dois únicos outros representantes do sexo masculino, do gênero construído socialmente masculino. Coincidência? O abandono dos dois deixa clara a relação direta entre a violência que Lindemberg cometia e a opressão de gênero. Nenhum dos dois, do mesmo jeito, foi incitado pela polícia a atuar em negociações. E nenhum dos dois o fez. O único momento onde negociações passaram por um outro homem, fora a polícia, foi quando Lindemberg falou com o irmão de Eloá, até então seu amigo. Este é o quinto fato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se não bastassem estes cinco fatos explícitos de como o assassinato de Eloá e a violência cometida com arma de fogo contra Nayara são, na verdade, o extremo de uma violência de gênero gerada de pactuada todos os dias, hoje finalmente a imprensa publicou, na revista Veja, trechos do depoimento de Nayara sobre o que de fato ocorreu no cativeiro do seqüestro. Nos trechos, uma nova seqüência de provas explícitas de que há sim relação com esta construção histórica de práticas cotidianas de violência de gênero. Segue uma breve análise.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Que Lindemberg então disse que havia prometido não mais bater em Eloá (...) Que Eloá não se acalmava continuando a gritar, fazendo com que Lindemberg desferisse dois leves tapas no rosto da declarante com o objetivo de assustar Eloá e não de ferir a declarante.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro ponto; está evidente que no cativeiro, além de manter as duas sob forte pressão psicológica, Lindemberg utilizou-se de violência física, seja para descontar sua raiva de alguma forma ou para aumentar a pressao psicológica e causar medo. Quando se causa medo, tem-se a imediata reação de poder sobre o outro, subjugado pelo sentimento. Lindemberg, que buscava este poder tão recorrentemente no cotidiano da vida do casal segundo alguns depoimentos, agora utilizava-se de estratégias extremas para tentar recuperá-lo. Perder o poder sobre o outro, quando o outro diz “não”, num contexto em que o outro é esperado de sempre dizer sim, pode mobilizar sériamente a obscuridade transgressora de cada um de nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Lindemberg exclamava ser a declarante responsável pelo namoro do casal, chegando a referendar que a declarante seria conselheira sentimental de Eloá e que a declarante parecia ou era uma boneca, não fala, não tem vida, nao tem sentimento e que por tal motivo Lindemberg mataria a declarante;”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A imagem da mulher, em geral, como uma boneca, que não fala, não tem vida própria e não é capaz de tomar decisões é aqui reivindicada e defendida por Lindemberg. Uma outra construção hisórica-social de figuras femininas fica clara: para além de princesa virgem perfeita, a bruxa feiticeira pecadora do mal, que manipula os outros para destruir sua felicidade. Reparem como estes estereótipos se confrontam na fala de Lindemberg.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Que Lindemberg insistia em saber quem teria sido o responsável pelo rompimento do namoro”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo tendo ele mesmo terminado o namoro, ele não se reponsabilizava pelo término. Talvez contasse ainda, na época, com a possibilidade de a mulher estar dizendo “não” ao querer dizer “sim”. Neste momento do depoimento, aparece a demonização geral da mulher, como um outro estágio do descontrole e da paranóia do seqüestrador, supondo que uma das duas era a responsável pelo rompimento (a princesa virgem tornando-se bruxa má ou a bruxa má manipulando a princesa virgem) ou, ainda, que as duas haviam tramado contra ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O desfecho trágico do episódio pode ter sido ou não relacionado a graves problemas táticos do grupo de operações especiais da polícia. Deixemos este assunto para quem sabe um próximo texto. Lindemberg cometeu um série de delitos que ultrapassam o seqüestro e assassinato, e deve também ser julgado por machismo e violência contra a mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cada dia, no entanto, Eloás e Eloás são construídas. Lindembergs e Lindembergs. Culminaremos com cada vez mais episódios tão ilustrativos da opressão a que estamos nós submetidas como mulheres, que não nos ensina a impor o nosso não? Da construção do opressor em cada homem, que lhes ensina a jamais aceitar o nosso “não”?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cada piada machista, a cada comercial de cerveja, sabão em pó, desodorante, shampoo; A cada real a menos no salário de mulheres em relação ao dos homens; A cada revista mainstream masculina ou feminina publicada; A cada “não” ignorado em casa, na escola, na balada, no trânsito;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eloá Pimentel é novamente assassinada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-7996896954980418595?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/7996896954980418595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/dizer-no-saga-trgica-de-uma-jovem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/7996896954980418595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/7996896954980418595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/dizer-no-saga-trgica-de-uma-jovem.html' title='Dizer não: a saga trágica de uma jovem construindo sua autonomia (ou a psique social do sequestro em Santo André).'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1834568388034386796.post-6421542936804836967</id><published>2009-01-24T16:42:00.001-02:00</published><updated>2009-01-24T16:53:12.725-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='apresentação do Política'/><title type='text'>Política, substantivo feminino.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;[E são tantos outros os substantivos femininos, não?]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este blog surge da necessidade, para além da motivação da autora, da existência de análises políticas e reflexões através de uma perspectiva feminina - e, mais, feminista também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguindo os posts, logo logo ficará claro: feminismo hoje é outra coisa. Adianto uma opinião - hoje não se trata em renegar o masculino, mas em afirmar o feminino, em busca de igualdade. Lendo as análises que brotarão no blog nos próximos dias isso ficará mais explícito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me formei em ciências sociais pela universidade estadual de Campinas, com estudos mais focados em gênero e sociologia da educação. Tento escrever aqui percepções sobre o cotidiano, em linguagem acessível mas ainda assim analítica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nome do blog quer dizer justamente o contrário da construção estereotipada do mundo público. Quer dizer, culturalmente tendemos a ver o mundo público - de políticos, juízes, governantes - como um mundo naturalmente masculino, já que a maioria das pessoas no Brasil desempenhando estes cargos são de fato do sexo masculino. Decidi escrever este blog para provar o contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo e cada comentário é bem-vindo, e tentarei respondê-los no mínimo uma vez por semana. No mínimo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro post é um texto que escrevi em 2008, sobre o sequestro de Eloá Pimentel. Aguardo os comentários e boa leitura!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1834568388034386796-6421542936804836967?l=politicasubstantivofeminino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/feeds/6421542936804836967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/poltica-substantivo-feminino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/6421542936804836967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1834568388034386796/posts/default/6421542936804836967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://politicasubstantivofeminino.blogspot.com/2009/01/poltica-substantivo-feminino.html' title='Política, substantivo feminino.'/><author><name>Mari Moscou</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://2.bp.blogspot.com/_Dg89l4fr7Sc/S7q6Aml7zpI/AAAAAAAAA4E/Y1PAvy6oio0/S220/Captura+de+tela+2010-04-06+%C3%A0s+00.25.08.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
